Protesto termina em prisão após pichação de estátua em Belo Horizonte

Protesto termina em prisão após pichação de estátua em Belo Horizonte

Manifestante de 37 anos foi detida durante ato contra o PL da Dosimetria; ação foi registrada por câmeras e viralizou nas redes

Um protesto contra o PL da Dosimetria, realizado no último domingo (14), em Belo Horizonte, terminou com a prisão de uma manifestante após um ato de pichação em um dos principais pontos do Centro da cidade. A mulher, identificada como Thabata Pinheiro Campos, de 37 anos, foi detida pela Guarda Municipal depois de escrever frases em uma estátua histórica da capital mineira.

Câmeras de monitoramento da Praça da Estação registraram o momento em que Thabata utilizou spray para pichar a base do Monumento à Terra Mineira, deixando as mensagens “Brasil Terra Indígena” e “Demarcação”. As imagens rapidamente se espalharam pelas redes sociais, mostrando também a abordagem dos agentes e a condução da manifestante, sob protestos de outras pessoas que participavam do ato.

Em nota, a Guarda Municipal informou que a mulher resistiu às ordens durante a abordagem e, por isso, foi levada à autoridade policial. De acordo com a legislação municipal, a pichação é classificada como infração administrativa, sujeita a multa, além da possibilidade de responsabilização criminal e obrigação de reparar os danos causados ao patrimônio público.

O episódio ocorre em meio a uma série de manifestações pelo país contra o projeto de lei que altera critérios de dosimetria das penas, além de protestos relacionados aos desdobramentos dos atos de 8 de janeiro. O tema ganhou ainda mais repercussão após decisões recentes do Supremo Tribunal Federal envolvendo casos semelhantes de depredação de monumentos públicos.

O caso agora segue sob apuração, enquanto o debate sobre os limites do protesto, a preservação do patrimônio histórico e a proporcionalidade das punições volta ao centro das discussões públicas.

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