Randolfe pede anulação de voto de Flávio Bolsonaro no Senado e questiona viagem aos Estados Unidos

Randolfe pede anulação de voto de Flávio Bolsonaro no Senado e questiona viagem aos Estados Unidos

Senador petista aciona Davi Alcolumbre, mas pedido ainda depende de análise da Mesa Diretora; em 2027, Randolfe também terá de lidar com uma nova realidade política.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo Lula no Congresso Nacional, apresentou duas questões de ordem no plenário do Senado, na quarta-feira (4), para questionar a situação parlamentar de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está nos Estados Unidos desde 28 de outubro.

Randolfe pediu esclarecimentos sobre a comunicação oficial da viagem de Flávio ao exterior e solicitou a anulação do voto registrado pelo senador na sessão de terça-feira (3), durante a votação da PEC da Segurança Pública.

Segundo Randolfe, o parlamentar deveria ter comunicado previamente à Mesa Diretora sua saída do território nacional, conforme estabelece o artigo 39 do Regimento Interno do Senado. O petista também questionou a possibilidade de Flávio continuar participando das votações remotamente enquanto permanece fora do Brasil.

Durante sua manifestação, Randolfe ironizou a situação, afirmando que Flávio alega viver em uma ditadura, mas continua participando das decisões do Parlamento brasileiro diretamente dos Estados Unidos.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou que convocará assessores para analisar o caso à luz dos regimentos do Senado e do Congresso Nacional. Alcolumbre explicou que Flávio conseguiu registrar presença e votar porque a sessão havia sido realizada no formato semipresencial, mas não antecipou sua decisão sobre o pedido de anulação.

Flávio participou da votação da PEC da Segurança Pública nos dois turnos, registrando voto favorável à proposta. Também votou contra o requerimento que separou a discussão sobre a redução da maioridade penal do restante da proposta.

Randolfe ainda mencionou o precedente envolvendo Eduardo Bolsonaro, que teve voto remoto desconsiderado em uma votação anterior do Congresso enquanto estava nos Estados Unidos.

A discussão, entretanto, não altera o resultado da votação da PEC, que obteve 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 no segundo, números superiores aos 49 votos necessários para aprovação.

Enquanto Randolfe tenta questionar a participação de Flávio nas votações, o cenário político também reserva mudanças para 2027. Com o encerramento do atual mandato de senador, Randolfe terá de enfrentar uma nova realidade política, sem a cadeira que ocupa atualmente no Senado. A pergunta que fica é: qual será seu próximo espaço na política nacional?

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