Romeu Zema anuncia apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

Romeu Zema anuncia apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

Ex-governador de Minas Gerais e candidato do Novo no primeiro turno declarou voto no candidato do PL e afirmou que não ficará “em cima do muro”; Zema também destacou a nova composição do Congresso

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) anunciou, na segunda-feira (5), apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial de 2026. A disputa será contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a votação está marcada para 25 de outubro.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Zema declarou de forma direta sua escolha:

“Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro.”

O ex-governador também afirmou que não pretende permanecer neutro nesta etapa da eleição.

“Ainda temos uma grande batalha. Dia 25, derrotar o Lula e o PT. Eu não vou me omitir, nem ficar em cima do muro neste momento importante.”

Zema terminou o primeiro turno em sexto lugar, com 0,27% dos votos válidos, o equivalente a 326.488 votos.

Zema fala em coerência política

Ao justificar sua decisão, o ex-governador afirmou que o posicionamento está relacionado à trajetória política que construiu nos últimos anos.

Segundo Zema, ele apoiou Jair Bolsonaro nos segundos turnos das eleições presidenciais de 2018 e 2022 e agora decidiu apoiar Flávio Bolsonaro na etapa final de 2026.

“Em 2018 e 2022 estive com Jair Bolsonaro no segundo turno, e agora em 2026 apoio Flávio no segundo turno”, afirmou.

A declaração coloca Zema entre os candidatos que participaram do primeiro turno e que já definiram publicamente uma posição para a segunda etapa.

Críticas ao PT

A justificativa apresentada por Zema também foi marcada por críticas ao Partido dos Trabalhadores.

O ex-governador afirmou considerar que o Brasil enfrentaria riscos caso o PT permanecesse no governo por mais quatro anos.

Em sua declaração, disse:

“É muito claro o risco que o Brasil corre com mais quatro anos de PT.”

Zema também utilizou uma expressão que já havia marcado sua campanha presidencial ao defender mudanças na estrutura política brasileira e criticar o que chamou de “intocáveis de Brasília”.

Zema destaca força do Congresso

Outro ponto mencionado pelo ex-governador foi a composição do Congresso Nacional eleita em 2026.

Zema afirmou que a direita conquistou uma bancada expressiva e relacionou esse resultado à possibilidade de avanço de processos de impeachment de autoridades, mencionando especificamente ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A declaração, entretanto, representa a avaliação política de Zema sobre a nova composição do Legislativo. Eventuais processos de impeachment seguem as regras constitucionais e regimentais próprias e dependem da atuação das instituições competentes.

Flávio busca ampliar alianças

O apoio de Zema ocorre em meio à tentativa da campanha de Flávio Bolsonaro de ampliar alianças para o segundo turno.

Além do ex-governador mineiro, Ronaldo Caiado (PSD) também estava previsto para anunciar apoio a Flávio nesta terça-feira (6), em evento em Goiânia. O PSD, porém, decidiu manter neutralidade nacional e liberar seus integrantes para escolherem individualmente seus posicionamentos.

Já Augusto Cury (Avante), terceiro colocado no primeiro turno, afirmou que não declararia apoio a nenhum dos dois candidatos e disse esperar que o vencedor considere as propostas apresentadas por sua campanha.

Renan Santos (Missão) também informou que não apoiaria nem Lula nem Flávio e liberou os integrantes de seu partido para tomarem suas próprias decisões.

O posicionamento de Zema e as partes envolvidas

As principais partes envolvidas neste movimento são Romeu Zema e o Novo, de um lado, e Flávio Bolsonaro e o PL, de outro. A decisão ocorre dentro de uma disputa presidencial que também envolve diretamente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT.

O apoio anunciado por Zema é uma manifestação política pessoal e não significa, por si só, que todos os eleitores que votaram nele no primeiro turno necessariamente transferirão seus votos para Flávio.

Da mesma forma, a posição nacional do Novo e as manifestações de seus integrantes devem ser analisadas separadamente do comportamento individual de cada eleitor.

O mérito da declaração

O aspecto relevante da manifestação de Zema é que o ex-candidato tornou público seu posicionamento antes do segundo turno, apresentando as razões políticas que, segundo ele, justificam sua escolha.

Ao dizer que não ficaria “em cima do muro”, Zema deixou clara sua intenção de participar ativamente da segunda etapa da eleição, depois de ter encerrado sua própria candidatura no primeiro turno.

Para Flávio Bolsonaro, o anúncio representa mais uma declaração pública de apoio de uma liderança que também disputou a Presidência em 2026. Para Zema, trata-se da continuidade do posicionamento político que ele afirma ter adotado nos segundos turnos anteriores.

A decisão, contudo, não determina o comportamento dos eleitores. A palavra final continuará sendo dos brasileiros que participarão da votação de 25 de outubro.

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