Sergio Moro é eleito governador do Paraná no primeiro turno e deixa vaga no Senado para suplente

Sergio Moro é eleito governador do Paraná no primeiro turno e deixa vaga no Senado para suplente

Ex-juiz e ex-ministro da Justiça recebe 3.127.911 votos, supera a marca de 50% dos válidos e assume o Palácio Iguaçu em 2027; Luis Felipe Cunha deverá ocupar sua cadeira no Senado até 2031

Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná no primeiro turno das eleições de 2026, em uma das principais disputas estaduais do país. Com 100% das urnas apuradas, o candidato recebeu 3.127.911 votos, correspondentes a 50,10% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A vitória encerra a disputa já na primeira rodada e coloca Moro diante de uma nova etapa de sua trajetória política: depois de atuar como juiz federal, ministro da Justiça e senador, ele passará a comandar diretamente o Poder Executivo paranaense a partir de janeiro de 2027.

Na chapa vencedora, Moro teve como vice Edson Vasconcelos, ligado ao setor produtivo paranaense. A posse está prevista para 6 de janeiro de 2027.

O resultado também provoca uma mudança importante na representação do Paraná no Senado. Como Moro foi eleito governador, ele deixará a cadeira que ocupa atualmente, e seu primeiro suplente, Luis Felipe Cunha, deverá assumir o mandato e completá-lo até o início de 2031.

Uma vitória decidida no primeiro turno

Moro conseguiu ultrapassar a marca necessária para evitar uma segunda rodada.

O resultado oficial do TSE mostra que o candidato do PL terminou com 50,10% dos votos válidos, consolidando matematicamente sua eleição ainda no primeiro turno.

A disputa tinha como principais adversários Sandro Alex (PSD), apoiado pelo governador Ratinho Junior, e Requião Filho (PDT).

Com a vitória, Moro rompeu a expectativa de continuidade do grupo político que comandava o Paraná e assumirá o governo estadual a partir de 2027. A cobertura eleitoral destacou que a candidatura de Sandro Alex não conseguiu reunir todo o campo político que havia sustentado os dois governos de Ratinho Junior.

O mérito de Moro nas urnas

A eleição representa uma transformação significativa na carreira de Sergio Moro.

O paranaense começou sua trajetória profissional na magistratura e ganhou projeção nacional a partir de sua atuação em processos relacionados à Operação Lava Jato, em Curitiba.

Depois de deixar a magistratura, Moro assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2020.

Mais tarde, entrou definitivamente na política eleitoral. Em 2022, foi eleito senador pelo Paraná. Agora, quatro anos depois, deixa o Senado para assumir o governo do próprio estado.

O mérito eleitoral da campanha de 2026 está justamente na capacidade de transformar uma trajetória nacional em uma candidatura estadual vencedora no primeiro turno.

O resultado oficial demonstra isso de maneira objetiva: mais de 3,1 milhões de eleitores escolheram Moro para comandar o Paraná.

Da toga ao Palácio Iguaçu

A vitória também fecha um ciclo iniciado décadas atrás.

Moro nasceu em Maringá, formou-se em Direito pela Universidade Estadual de Maringá e construiu carreira na Justiça Federal.

Ingressou na magistratura em 1996 e posteriormente atuou em processos de grande repercussão nacional. Sua atuação na Lava Jato fez seu nome ultrapassar os limites do Judiciário e o transformou em uma das figuras públicas mais conhecidas do país.

Em 2018, deixou a magistratura para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Em 2020, deixou o governo federal e posteriormente iniciou sua trajetória partidária.

Foi eleito senador em 2022 e, em 2026, filiou-se ao PL para disputar o governo paranaense.

Agora, terá pela primeira vez a responsabilidade de administrar diretamente um estado.

A mudança no Senado

A eleição de Moro produz uma consequência imediata em Brasília.

O senador eleito governador deixará sua cadeira no Senado para assumir o governo do Paraná.

O substituto será Luis Felipe Cunha, advogado e primeiro suplente da chapa de Moro.

Cunha tem 47 anos, é formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná e possui mestrado em Direito Econômico e Social. Também foi professor universitário e atuou durante anos no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB do Paraná.

Sua relação com Moro é anterior à eleição de 2022.

Cunha participou da organização política da candidatura que levou Moro ao Senado e posteriormente passou a atuar na estratégia e articulação política do senador no Paraná.

Luis Felipe Cunha assume até 2031

A chegada de Cunha ao Senado não será uma nova eleição.

Ele ocupará a vaga como primeiro suplente de Sergio Moro, completando o mandato conquistado pelo titular em 2022.

O mandato original de Moro no Senado iria até o início de 2031. Com sua eleição para o governo estadual, Cunha deverá permanecer na Casa até o encerramento desse período.

Assim, uma eleição para o governo estadual acaba provocando também uma mudança na bancada paranaense em Brasília.

Moro terá três novos senadores no Paraná

O cenário fica ainda mais interessante porque as duas vagas do Senado disputadas em 2026 foram conquistadas por Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo).

Com Moro deixando o Senado e Luis Felipe Cunha assumindo sua cadeira, o Paraná terá, a partir de 2027, Cunha, Filipe Barros e Deltan Dallagnol como representantes na Casa. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná confirmou Filipe e Deltan como os eleitos para as duas vagas em disputa.

O próprio Moro afirmou que pretende contar com os três senadores para defender interesses do Paraná e buscar recursos para o estado em Brasília.

Um novo desenho político no estado

A vitória de Moro também altera o equilíbrio político paranaense.

Ratinho Junior deixa o governo após dois mandatos, e seu grupo havia trabalhado para eleger Sandro Alex como sucessor.

Moro, entretanto, construiu uma candidatura própria e conseguiu superar esse grupo nas urnas.

A campanha foi resultado de uma série de mudanças partidárias e alianças. Moro deixou o União Brasil, aproximou-se do PL e passou a disputar o governo estadual com apoio de diferentes siglas.

A partir de 2027, terá de administrar uma Assembleia Legislativa que vinha trabalhando majoritariamente com o grupo político de Ratinho Junior.

Esse será um dos primeiros desafios institucionais do novo governador.

O desafio de transformar votação em governo

A eleição encerra uma etapa, mas abre outra.

Ser eleito governador é diferente de exercer o governo.

Moro terá de lidar com orçamento estadual, segurança pública, saúde, educação, infraestrutura, transporte, desenvolvimento econômico, relação com municípios e articulação com deputados estaduais e federais.

Também precisará estabelecer uma relação institucional com a Assembleia Legislativa e com prefeitos de diferentes partidos.

A partir de janeiro, a responsabilidade será administrativa e não apenas eleitoral.

A experiência jurídica como marca política

A formação jurídica continuará sendo uma das principais marcas da trajetória de Moro.

Antes de chegar ao Executivo, ele acumulou experiência no Judiciário e no Ministério da Justiça.

No governo estadual, porém, terá de ampliar sua atuação para áreas que exigem decisões administrativas permanentes e negociação política.

A transição da magistratura para a política já havia ocorrido quando Moro assumiu o Ministério da Justiça e depois conquistou uma cadeira no Senado.

Agora, a mudança é ainda maior: ele terá sob sua responsabilidade a administração direta de um estado com mais de 11 milhões de habitantes.

O Paraná muda sua representação em Brasília

O resultado de 2026 produzirá uma renovação completa da bancada paranaense no Senado.

Além de Moro deixar a Casa, os atuais senadores Oriovisto Guimarães e Flávio Arns também encerram seus mandatos ao final do período atual.

As duas vagas abertas pela eleição foram conquistadas por Filipe Barros e Deltan Dallagnol, enquanto a cadeira de Moro passará ao suplente Luis Felipe Cunha.

O Paraná terá, portanto, três novos nomes no Senado a partir da próxima legislatura.

Uma vitória que muda a trajetória de Moro

Sergio Moro chega ao governo estadual depois de uma trajetória política marcada por diferentes funções públicas.

Foi juiz federal, tornou-se conhecido nacionalmente pela Lava Jato, assumiu o Ministério da Justiça, deixou o governo federal, disputou a Presidência, foi eleito senador e agora conquista o governo do Paraná.

A vitória no primeiro turno acrescenta mais um capítulo importante a essa trajetória.

O resultado oficial é inequívoco: 3.127.911 votos e 50,10% dos votos válidos.

Agora, o d

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