
Sob o comando de Lula, indústria perde fé no Brasil e empresários fazem as malas rumo ao Paraguai
Confiança industrial cai ao pior nível para janeiro em dez anos, refletindo juros sufocantes, instabilidade econômica e a incapacidade do governo de oferecer rumo ao país
O Brasil de Lula voltou a inspirar medo — não esperança. Em meio a juros estratosféricos, insegurança econômica e um governo que parece incapaz de criar um ambiente minimamente favorável aos negócios, a confiança do empresariado industrial despencou ao menor nível para um mês de janeiro em uma década. O dado escancara o fracasso da atual gestão na condução da economia.
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu para 48,5 pontos em janeiro, número que, apesar de uma leve alta de 0,5 ponto em relação a dezembro, permanece abaixo da linha dos 50 pontos — patamar que separa confiança de pessimismo. Na prática, o recado é claro: o setor produtivo não acredita no Brasil governado por Lula.
Repetindo erros do passado
Para encontrar um janeiro tão ruim quanto este, é preciso voltar a 2016, auge da recessão econômica. À época, o índice chegou a 36,6 pontos. Agora, quase uma década depois, o país revive o mesmo sentimento de desalento, novamente sob um governo do PT, marcado por improvisação, discurso ideológico e ausência de reformas estruturais.
A pesquisa ouviu 1.058 empresas de todos os portes e regiões, entre os dias 5 e 9 de janeiro. Pequenas, médias e grandes indústrias concordam em um ponto: o ambiente de negócios no Brasil está cada vez mais hostil.
Juros altos e governo sem direção
A taxa básica de juros segue em 15% ao ano, um peso insustentável para quem produz, investe e gera empregos. Segundo a própria CNI, o aperto monetário e a falta de previsibilidade econômica minaram de vez a confiança do setor.
Na prática, o empresariado assiste a um governo que fala muito, entrega pouco e insiste em políticas que afastam investimentos. O resultado é um país travado, caro para produzir e incapaz de competir.
Empresas fogem do Brasil
Diante desse cenário, cresce o êxodo empresarial. Cada vez mais companhias brasileiras transferem operações ou expandem negócios para o Paraguai, atraídas por um sistema tributário mais simples, regras claras e estabilidade — tudo aquilo que o Brasil de Lula não consegue oferecer.
Enquanto países vizinhos disputam investimentos, o governo brasileiro parece confortável em empurrar o setor produtivo para fora, refém de um modelo econômico ultrapassado, hostil ao empreendedor e incapaz de gerar confiança.
O retrato de um governo fracassado
O tombo da confiança industrial não é um acidente estatístico. É o reflexo direto de um governo perdido, que repete erros do passado e ignora os sinais do presente. Sem reformas, sem segurança jurídica e sem compromisso real com crescimento sustentável, Lula transforma o Brasil em um país do qual os empresários querem sair — não investir.
E enquanto o Planalto insiste no discurso, a economia responde com números frios e implacáveis: desconfiança, fuga de capitais e estagnação.