
Tarcísio mistura fé, política e bandeira de Israel na Marcha para Jesus em SP
Durante evento religioso, governador de São Paulo canta louvor, é homenageado por apóstolo e sanciona projeto que eleva o Renascer Praise a patrimônio cultural do estado
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou nesta quinta-feira (19) da 33ª edição da Marcha para Jesus, em São Paulo, e chamou atenção ao subir no trio elétrico envolto na bandeira de Israel — ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O gesto, em meio a um evento de forte apelo religioso, gerou aplausos da multidão evangélica que lotou a região central da cidade.
Tarcísio não apenas marcou presença: ele aproveitou o momento para sancionar uma lei que transforma tanto o grupo gospel Renascer Praise quanto a própria Marcha para Jesus em patrimônios culturais do estado. A assinatura foi feita diante de políticos aliados, incluindo deputados estaduais e federais, vereadores e secretários.
Em um discurso com tom mais de púlpito do que de palanque, Tarcísio falou sobre fé, arrependimento e bênçãos divinas. Citando um trecho bíblico do livro de Crônicas, evocou a oração do rei Salomão e afirmou que “se o povo se humilhar e pedir perdão, a praga vai embora e a prosperidade volta”.
“Hoje é um dia de avivamento e reconciliação. A terra muitas vezes está seca porque falta arrependimento. Mas se orarmos, nos humilharmos e mudarmos nossos caminhos, Deus nos escuta”, declarou o governador, em meio a aplausos. Ele também exaltou o “Espírito Santo” e disse que a oração aproxima o povo de Deus.
Ao final, Tarcísio foi homenageado pelo apóstolo Estevam Hernandes, líder da Igreja Renascer em Cristo e idealizador da Marcha. O religioso celebrou o aniversário do governador e agradeceu por, segundo ele, “ter um servo de Deus no comando do estado”.
“Hoje é aniversário do Tarcísio, esse homem que Deus colocou lá. Que venha muita prosperidade em sua caminhada”, declarou Hernandes.
Para completar a celebração, Tarcísio soltou a voz e cantou o louvor “Mil Graus de Unção”, empolgando a multidão. O gesto com a bandeira de Israel, país atualmente em conflito com o Irã, não passou despercebido — ainda mais diante do silêncio de autoridades árabes e da polarização crescente no cenário internacional.