Trump amplia sanções e atinge empresa ligada à família de Alexandre de Moraes

Trump amplia sanções e atinge empresa ligada à família de Alexandre de Moraes

Escritório administrado pela esposa e filhos do ministro, dono de imóveis avaliados em mais de R$ 20 milhões, entra na lista da Lei Magnitsky

O cerco internacional contra Alexandre de Moraes ganhou um novo capítulo. Além de incluir Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal, na lista de punidos pela Lei Magnitsky, o governo de Donald Trump decidiu estender as sanções ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa controlada por Viviane e pelos filhos do casal.

O instituto, que administra uma carteira de imóveis avaliada em mais de R$ 20 milhões, já estava na mira dos EUA após um rastreamento do patrimônio da família Moraes. Entre os bens estão apartamentos de luxo em Campos do Jordão (SP), uma mansão de 725 m² no Lago Sul, em Brasília, além da residência oficial da família em São Paulo.

Segundo registros cartoriais, 11 imóveis foram transferidos para o Lex em 2014, ano em que Moraes cogitava disputar eleições em São Paulo. Outros dois foram adquiridos diretamente pela empresa — entre eles, duas coberturas vizinhas em Campos do Jordão, cada uma avaliada em R$ 4 milhões.

A pressão pela ampliação das sanções partiu de Eduardo Bolsonaro, que vive em autoexílio nos EUA, e do ex-comentarista Paulo Figueiredo, ambos engajados em reuniões com autoridades americanas. Eles defendiam que punir apenas o ministro não teria impacto sem incluir familiares e empresas associadas.

O Lex, fundado em 2000 pelo próprio Moraes, aparece registrado como voltado para treinamento profissional e gerencial, mas não há evidências de cursos ativos. A página do instituto no Instagram, criada em 2017, ficou pouco mais de três meses no ar e nunca mais foi atualizada.

Desde 2013, a empresa está em nome de Viviane e dos filhos do casal — Alexandre, Giuliana e Gabriela. O escritório de advocacia de Viviane funciona no mesmo endereço da sede do Lex, local onde, até 2015, Moraes também manteve suas atividades privadas antes de ingressar na Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Além dos imóveis, terrenos em São Roque (SP) e veículos também foram transferidos para o instituto, reforçando a suspeita americana sobre a real função da entidade.

A decisão de Trump expande as consequências da Lei Magnitsky e abre espaço para novas investigações internacionais envolvendo não apenas Moraes, mas todo o núcleo familiar.

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