
Trump chama Papa Leão XIV de “fraco”, critica atuação e publica imagem como Jesus
Presidente dos EUA ataca pontífice nas redes sociais e recebe resposta firme do papa, que diz não temer governo americano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou o tom contra o Papa Leão XIV ao fazer críticas diretas à atuação do líder da Igreja Católica e publicar uma imagem polêmica nas redes sociais.
Em postagem na plataforma Truth Social, Trump afirmou que não é admirador do papa e classificou sua postura como fraca, especialmente em temas como segurança e política internacional.
Críticas duras e ataque direto
Sem suavizar o discurso, Trump acusou o pontífice de ser “fraco” no combate ao crime e criticou suas posições sobre conflitos globais. Para o presidente americano, o papa estaria adotando uma postura excessivamente liberal e alinhada a setores da esquerda.
As declarações vieram logo após manifestações públicas de Leão XIV defendendo o fim de conflitos internacionais, especialmente no Oriente Médio, com apelos por diálogo entre países como Estados Unidos, Israel e Irã.
Imagem polêmica amplia repercussão
Pouco depois das críticas, Trump publicou uma montagem gerada por inteligência artificial em que aparece vestido como Jesus, realizando uma suposta cura. A imagem rapidamente repercutiu e gerou debates, principalmente por envolver simbolismo religioso em um contexto político.
A publicação ampliou ainda mais a tensão entre os dois líderes e gerou reações dentro e fora dos Estados Unidos.
Resposta do papa: “Não tenho medo”
A resposta do Papa Leão XIV veio nesta segunda-feira, durante agenda internacional na África. Sem citar diretamente Trump em tom de confronto, o pontífice deixou claro que não se intimidará.
Ele afirmou que continuará defendendo a paz e criticando conflitos armados, destacando que não teme o governo americano. Também reforçou que a mensagem religiosa não deve ser distorcida para atender interesses políticos.
Conflito de visões
O embate escancara diferenças profundas entre os dois líderes. De um lado, Trump adota um discurso mais duro e nacionalista; do outro, o papa insiste em uma agenda voltada ao diálogo, à paz e à cooperação internacional.
A troca de críticas evidencia como política e religião continuam se cruzando de forma intensa no cenário global — e como declarações públicas podem rapidamente transformar divergências em conflitos de alcance mundial.