
Vídeo de Janja preparando carne de paca gera polêmica e envolve nome de Emílio Odebrecht
Primeira-dama diz que produto é legalizado, mas origem do alimento levanta debate sobre relações e consumo de animais silvestres
O que começou como um momento descontraído de Páscoa acabou ganhando repercussão nacional. Um vídeo publicado pela primeira-dama Janja Lula da Silva, mostrando o preparo de carne de paca para um almoço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provocou forte reação nas redes sociais.
Nas imagens, gravadas na Granja do Torto, em Brasília, Janja aparece na cozinha, explicando de forma animada o preparo do prato, destacando temperos como alho e ervas frescas. O tom leve do vídeo, no entanto, rapidamente deu lugar a críticas — principalmente de ambientalistas, que questionaram o consumo de carne de animal silvestre.
Repercussão e explicação oficial
Diante da reação negativa, a primeira-dama esclareceu que a carne utilizada não era fruto de caça ilegal. Segundo ela, o alimento foi adquirido de um criador autorizado pelo Ibama, prática permitida dentro da legislação ambiental brasileira.
Ainda assim, a explicação abriu espaço para uma nova dúvida: quem forneceu a carne servida no almoço.
Nome de empresário entra na discussão
De acordo com informações divulgadas pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o fornecedor seria o empresário Emílio Odebrecht, conhecido por sua relação antiga com o presidente Lula.
Segundo a publicação, Odebrecht é criador de pacas e, ocasionalmente, presenteia o presidente com o animal. A informação ampliou o alcance do episódio, trazendo à tona não apenas o debate ambiental, mas também questionamentos sobre relações pessoais no entorno do poder.
De vídeo casual a debate nacional
O caso ilustra como um conteúdo aparentemente simples pode ganhar grandes proporções. O que era apenas um registro doméstico de feriado acabou se transformando em um tema de discussão pública, envolvendo legislação ambiental, hábitos alimentares e conexões políticas.
No fim, o episódio mostra que, em tempos de redes sociais, até um almoço pode virar assunto nacional — e levantar discussões que vão muito além da cozinha.