
TRUMP COGITA NOVO ATAQUE AO IRÃ E COLOCA A MONTANHA PICKAXE NA MIRA; EUA AVALIAM USO DA “MÃE DE TODAS AS BOMBAS”
Presidente americano afirma que Washington poderá atacar uma instalação subterrânea ligada ao programa nuclear iraniano. Reportagem aponta que militares estudam o emprego da bomba convencional GBU-43/B contra alvos nucleares e estruturas de energia, mas Trump não confirmou ter autorizado seu uso.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país poderá precisar atacar a chamada Montanha Pickaxe, uma instalação fortificada subterrânea associada ao programa nuclear do Irã. A declaração foi feita em entrevista à emissora Newsmax, na quinta-feira, 15 de outubro de 2026, e divulgada no dia seguinte. O anúncio ocorre em meio à escalada das tensões entre Washington e Teerã, após os ataques militares conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano em fevereiro deste ano.
Trump declarou que seu objetivo é impedir que o regime iraniano obtenha uma arma nuclear. Na entrevista, afirmou que as instalações nucleares estão enterradas sob grandes volumes de rocha e que os Estados Unidos estudam como atingir estruturas subterrâneas que representam um desafio para operações militares convencionais.
“Agora estamos de olho na Montanha Pickaxe. Talvez tenhamos que ir até lá. Vamos tentar atacá-la. Vamos derrubá-la rapidamente”, afirmou o presidente americano, segundo a transcrição divulgada pela Reuters.
A declaração não significa que um novo ataque tenha sido oficialmente autorizado. Trump indicou a possibilidade de uma operação, mas não anunciou uma data nem confirmou que a decisão militar já tenha sido tomada.
O QUE É A MONTANHA PICKAXE?
A Montanha Pickaxe é uma instalação subterrânea fortificada localizada nas proximidades de Natanz, um dos principais centros do programa nuclear iraniano, a aproximadamente 220 quilômetros ao sul de Teerã.
O complexo foi construído para abrigar atividades relacionadas ao programa nuclear, com estruturas protegidas por camadas profundas de rocha e túneis reforçados. Sua localização e suas características de proteção tornam qualquer tentativa de destruição por bombardeio uma operação complexa.
Análises anteriores indicaram que partes da instalação poderiam estar a pelo menos 100 metros de profundidade. A finalidade exata e o estágio operacional do complexo não são inteiramente claros em informações públicas, embora o local seja considerado relevante para as preocupações internacionais relacionadas às capacidades nucleares iranianas. <Cite refs={[“turn365842news9”]}/>
A profundidade da estrutura é um dos principais obstáculos para uma eventual operação militar. Mesmo armas convencionais de grande potência podem ter dificuldades para atingir instalações protegidas por grandes volumes de rocha. Por isso, a eficácia de qualquer ataque dependeria das características do alvo, dos armamentos empregados e da inteligência disponível.
“MÃE DE TODAS AS BOMBAS” ENTRA NOS PLANOS MILITARES
Paralelamente às declarações de Trump, uma reportagem da CNN, repercutida pelo Metrópoles e pela Reuters, informou que as Forças Armadas americanas elaboraram opções de ataque que incluem a possibilidade de utilizar a bomba GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast, conhecida pela sigla MOAB e pelo apelido de “mãe de todas as bombas”.
O armamento é uma das maiores bombas convencionais do arsenal americano e não utiliza uma explosão nuclear. Seu emprego produz uma poderosa onda de pressão e destruição, podendo atingir grandes áreas e estruturas expostas.
De acordo com a reportagem da CNN, citada pelas publicações, os planos militares em discussão poderiam incluir instalações nucleares e infraestrutura energética iraniana, caso Trump determinasse a retomada das operações de combate.
A possibilidade de utilizar a MOAB, porém, não deve ser confundida com uma ordem de ataque já emitida. As informações publicadas descrevem alternativas consideradas pelos militares, e a própria Reuters informou que não conseguiu verificar de maneira independente todos os detalhes do relato da CNN.
Trump não confirmou ter autorizado o uso da bomba contra o Irã. Ele apenas esclareceu que a MOAB não é uma arma nuclear e afirmou que não considera necessário empregar armamento nuclear no conflito.
TRUMP DESCARTA O USO DE ARMAS NUCLEARES
Na mesma entrevista, o presidente americano declarou que não pretende utilizar armas nucleares contra o Irã.
“Eu não usaria armas nucleares. Não precisamos disso”, afirmou Trump, conforme a Reuters. Ele também reiterou que não está considerando o envio de tropas terrestres americanas para uma operação no território iraniano.
A declaração estabelece uma distinção importante: a chamada “mãe de todas as bombas” é um armamento convencional, embora extremamente potente, e não uma bomba atômica. A possibilidade de seu emprego não significa que os Estados Unidos estejam planejando um ataque nuclear.
Ainda assim, a utilização de uma arma convencional de grande potência contra instalações estratégicas poderia representar uma escalada significativa do conflito, especialmente se os ataques atingissem estruturas energéticas ou provocassem novas retaliações iranianas.
A EFICÁCIA MILITAR É UM DOS PRINCIPAIS QUESTIONAMENTOS
A eventual utilização da MOAB também enfrenta dúvidas sobre sua capacidade de alcançar os objetivos pretendidos. Segundo a reportagem da CNN, citada pela Reuters, fontes ligadas ao planejamento militar americano questionaram se o armamento seria eficaz para atingir instalações subterrâneas protegidas e se conseguiria alterar de maneira decisiva o rumo da guerra.
A questão é relevante porque o poder destrutivo de uma bomba não garante, por si só, que ela consiga destruir uma estrutura profundamente enterrada. A eficácia depende da resistência do complexo, da profundidade, da geologia do terreno e das características específicas do armamento.
No caso da Montanha Pickaxe, a proteção oferecida pela rocha representa um desafio adicional. Especialistas citados em análises anteriores apontaram que atingir estruturas dessa natureza pode exigir armas especializadas, inteligência precisa ou outras formas de operação militar.
Além das dificuldades técnicas, uma ofensiva contra instalações nucleares e energéticas poderia ampliar os impactos econômicos e humanitários do conflito, provocando consequências que ultrapassariam os alvos militares imediatos.
O CONFLITO ENTRE ESTADOS UNIDOS, ISRAEL E IRÃ
A declaração de Trump ocorre em uma guerra que começou em fevereiro de 2026, com ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra o Irã. Desde então, o programa nuclear iraniano permanece no centro das justificativas apresentadas por Washington para as operações militares.
O governo americano afirma que pretende impedir que Teerã desenvolva uma arma nuclear. Trump argumentou que permitir que o Irã obtenha esse tipo de armamento representaria um risco grave, pois, segundo ele, o país poderia utilizá-lo.
O Irã, por sua vez, tem sido alvo de operações contra instalações estratégicas e infraestrutura. Uma eventual nova ofensiva contra a Montanha Pickaxe poderia provocar uma reação de Teerã e aumentar a instabilidade regional.
A possibilidade de atingir estruturas de energia também preocupa pela repercussão sobre o abastecimento, a economia iraniana e os mercados internacionais. A dimensão de eventuais consequências dependeria dos alvos efetivamente atingidos, da intensidade da operação e da resposta iraniana.
O QUE ESTÁ CONFIRMADO ATÉ AGORA?
Até as informações divulgadas em 16 de outubro de 2026, Trump havia afirmado publicamente que os Estados Unidos poderiam precisar atacar a Montanha Pickaxe, mas não confirmou uma autorização definitiva para essa operação.
Também havia reportagens sobre planos militares que considerariam a bomba MOAB contra instalações nucleares e estruturas de energia. Essas informações foram atribuídas a fontes familiarizadas com o planejamento, e não a um anúncio oficial de lançamento do armamento.
O presidente americano declarou que não pretende utilizar armas nucleares e voltou a descartar o envio de tropas terrestres ao Irã. Permaneciam, contudo, dúvidas sobre a eficácia de uma eventual ofensiva contra instalações profundamente subterrâneas e sobre as consequências de uma nova escalada militar.
O cenário, portanto, é de ameaça de novos ataques e planejamento de alternativas militares, não de confirmação de que a Montanha Pickaxe já tenha sido atacada ou de que a “mãe de todas as bombas” tenha recebido autorização para ser utilizada.