
Trump volta a defender Bolsonaro e critica ações do Brasil: “Ninguém está feliz com isso”
Em conversa com repórter do SBT, presidente dos EUA diz que ex-presidente brasileiro “não é desonesto” e chama processo contra ele de “caça às bruxas”
Washington, DC – Durante sua ida a Pittsburgh nesta terça-feira (15) para tratar de investimentos em inteligência artificial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mais uma vez saiu em defesa do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Ao ser questionado por uma jornalista do SBT sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República para que Bolsonaro seja condenado pelo Supremo Tribunal Federal, Trump não escondeu sua insatisfação com a situação.
“Já o declararam culpado? Não? Então…”, disse Trump, antes de reforçar que, em sua visão, Bolsonaro “é um bom homem”, que “não é desonesto” e que “ama o povo do Brasil”.
O republicano traçou um paralelo com sua própria trajetória nos tribunais americanos e classificou o processo contra Bolsonaro como “uma caça às bruxas”. Para Trump, o ex-presidente brasileiro tem sido alvo de perseguição por suas ideias e ações.
“Eu conheci muitos líderes mundiais. E posso dizer com confiança: Bolsonaro não é desonesto. Ele lutou pelo povo do Brasil. Ele foi firme nas negociações comigo porque queria o melhor para o país dele”, disse. Segundo Trump, suas palavras têm base em experiências pessoais e profissionais com Bolsonaro durante seus mandatos.
Trump foi além, afirmando que o ex-presidente brasileiro não é exatamente um amigo, mas um líder que representou milhões de pessoas com dignidade. “Eles querem colocar um homem assim na cadeia? Isso é lamentável. E, sinceramente, ninguém está satisfeito com o que o Brasil está fazendo.”
Sobre a tarifa de 50% que o governo americano impôs aos produtos brasileiros — e que começa a valer em 1º de agosto — Trump não deu sinais de recuo. Perguntado sobre o motivo da decisão mesmo com superávit comercial em favor dos Estados Unidos, respondeu de forma direta: “Porque eu posso. Ninguém mais conseguiria fazer isso.”
Para o presidente americano, mais importante que a arrecadação com tarifas é o incentivo à produção no próprio território: “O dinheiro é importante, mas fazer com que empresas estrangeiras invistam aqui é o que realmente importa.”
Na mesma ocasião, Trump também anunciou um novo acordo comercial com a Tailândia: produtos americanos entrarão no país sem taxação, enquanto os tailandeses serão tarifados em 19%.
Questionado sobre a inflação acumulada nos EUA — 2,7% até julho — Trump afirmou que o índice está dentro do previsto e cobrou o Federal Reserve: “Está na hora de baixar os juros.”