
đ€ MilitĂąncia bem paga: Cissa GuimarĂŁes grita âforaâ com salĂĄrio pĂșblico garantido da EBC de R$100 mil
Apresentadora da TV do governo, com remuneração de cerca de R$ 100 mil, sobe o tom contra a anistia do 8 de Janeiro e ataca o presidente da CĂąmara em ato polĂtico.
Entre palavras de ordem e aplausos militantes, Cissa GuimarĂŁes decidiu subir no palanque polĂtico neste domingo (14) para engrossar o coro contra a anistia dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. AtĂ© aĂ, nada de novo. O detalhe que chama atenção â e provoca indignação â estĂĄ fora do microfone: a atriz e apresentadora recebe cerca de R$ 100 mil por mĂȘs para comandar um programa na TV Brasil, emissora bancada com dinheiro pĂșblico.
Em vĂdeo republicado nas redes sociais, Cissa disparou o bordĂŁo âFora, Hugo Mottaâ, direcionado ao presidente da CĂąmara. O discurso veio carregado de indignação moral, como se falasse do alto de uma neutralidade inexistente. Afinal, nĂŁo Ă© exatamente uma voz âindependenteâ quem ocupa espaço fixo e bem remunerado na comunicação oficial do governo.
O contraste é quase didåtico. De um lado, o discurso inflamado contra a anistia, em nome da democracia e das instituiçÔes. Do outro, a confortåvel posição de apresentadora da emissora estatal, com salårio que estå muito longe da realidade da maioria dos brasileiros que ela diz representar.
A cena expĂ”e uma ironia difĂcil de ignorar: militĂąncia polĂtica feita sob holofotes pĂșblicos e com contracheque garantido. Quando a opiniĂŁo vem acompanhada de verba estatal, ela deixa de ser apenas opiniĂŁo e passa a soar como alinhamento premiado.
No fim das contas, o protesto segue o roteiro jĂĄ conhecido. Gritos, hashtags, vĂdeos nas redes â tudo muito performĂĄtico. O problema Ă© que, enquanto alguns sĂŁo tratados como inimigos da democracia, outros fazem polĂtica sentados em cadeiras pagas pelo prĂłprio Estado. E isso, para muitos, nĂŁo Ă© resistĂȘncia. Ă conveniĂȘncia.