đŸ”„ Mesmo apĂłs recuo de Derrite, PL promete manter guerra contra o crime: “FacçÔes sĂŁo terroristas”

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Deputado Sóstenes Cavalcante afirma que o partido vai insistir na equiparação de facçÔes criminosas a grupos terroristas, mesmo após o governo barrar mudanças na Lei Antiterrorismo.

O recuo do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) no texto do Projeto de Lei Antifacção não esfriou os ùnimos dentro da oposição. Nesta terça-feira (11), o líder do PL na Cùmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o partido continuarå lutando para que facçÔes criminosas sejam tratadas como organizaçÔes terroristas, sem meias-palavras.

“Se o relator decidiu tirar o trecho que equipara facçÔes ao terrorismo, nĂłs, do PL, vamos insistir nisso. O Brasil precisa de leis duras para enfrentar quem espalha medo e morte”, declarou SĂłstenes.

O projeto, que endurece o combate ao crime organizado, deve ser votado nesta quarta-feira (12) na CĂąmara dos Deputados.

A proposta original, enviada pelo governo Lula, havia sido modificada por Derrite para incluir mudanças na Lei Antiterrorismo e ampliar o papel da Polícia Federal. Após pressão do Planalto e críticas de ministros, o relator voltou atrás — decisão que foi comemorada por aliados do governo, como a ministra Gleisi Hoffmann, e duramente criticada pela oposição.

Um embate que vai além da lei

Para o PL, a retirada da equiparação entre facçÔes e terroristas enfraquece o combate ao crime organizado e passa a mensagem de tolerùncia a grupos que dominam territórios e desafiam o Estado.

“Essas organizaçÔes aterrorizam comunidades inteiras, matam, sequestram, extorquem. O que mais falta para chamĂĄ-las de terroristas?”, questionou um integrante da bancada conservadora.

Já o governo argumenta que essa mudança poderia abrir brechas jurídicas e diplomáticas perigosas, permitindo que países estrangeiros — como os Estados Unidos — alegassem direito de intervenção sob o pretexto de combater o “terrorismo brasileiro”.

Enquanto isso, nas favelas e nas fronteiras, o terror segue real — mas, no Congresso, a batalha Ă© semĂąntica: o Brasil parece ainda nĂŁo saber como nomear seus prĂłprios monstros.

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