🎭 A Farra Que Não Acaba: Silêncio, Prisões e a Delação Que Pode Sacudir Minas

🎭 A Farra Que Não Acaba: Silêncio, Prisões e a Delação Que Pode Sacudir Minas

Assessor da Conafer cogita abrir a boca e envolver mais nomes da política mineira no esquema do INSS

O emaranhado da chamada “Farra do INSS” está longe de terminar. E agora, a trama ganhou um novo capítulo decisivo: Cícero Marcelino de Souza Santos, assessor da Conafer e peça-chave no desvio milionário de aposentadorias, estuda fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal.

Preso desde o início de novembro na região de Presidente Prudente (SP), Cícero era quem fazia o dinheiro circular. Ele pegava o que a Conafer retirava indevidamente do contracheque dos aposentados e fazia esse montante viajar por empresas de fachada até chegar aos beneficiários finais — uma engrenagem perfeita para quem não queria deixar rastros.

Agora, atrás das grades e vendo a situação apertar para sua esposa, Ingrid Pikinskeni, que também virou alvo da PF, o cenário mudou. A delação, antes rejeitada, virou sobrevivência.

E por que isso preocupa tanta gente?
Porque o que Cícero sabe pode arrastar mais parlamentares mineiros para o centro do escândalo.

As investigações já mostraram que a Conafer usava uma simples lotérica no interior de Minas para distribuir propina. Um dos beneficiados, segundo a PF, teria sido o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) — que nega qualquer envolvimento. Só que, segundo apuração da coluna, ele está longe de ser o único:
👉 um senador mineiro e outro deputado federal também teriam recebido vantagens do esquema.

Ou seja, se Cícero decidir falar, não faltará nome grande para entrar no radar.

Essa possibilidade aumenta a pressão nos bastidores. Em outubro, durante a CPMI do INSS, parlamentares já tinham tentado convencê-lo a colaborar. Mas agora, com prisão decretada e sua esposa sob investigação, o jogo mudou completamente.

Enquanto isso, o presidente da Conafer, Carlos Lopes, o suposto “cérebro” por trás de tudo, continua foragido. A PF o procura desde 17 de novembro, sob a acusação de liderar um esquema que desviou pelo menos R$ 640 milhões de benefícios de aposentados.
Informações de bastidores indicam que ele estaria escondido em um retiro indígena no sul da Bahia. A defesa diz que ele vai se apresentar “assim que tiver acesso aos autos”.
A promessa existe. Mas o paradeiro continua um mistério digno de série policial.

A delação de Cícero, se assinada, pode abrir um mapa completo da rota do dinheiro, dos acordos e dos braços políticos que alimentaram a fraude.
E, principalmente, pode revelar quem realmente mandava — e quem fingia que não via.

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