đŸŒ± Lula planta ĂĄrvore no Alvorada e manda recado a Trump: “Aqui nĂŁo se cultiva Ăłdio”

đŸŒ± Lula planta ĂĄrvore no Alvorada e manda recado a Trump: “Aqui nĂŁo se cultiva Ăłdio”

Em resposta à tarifa de 50% dos EUA, presidente aposta no diálogo, reforça convite a Trump para a COP30 e diz querer mostrar “o Brasil verdadeiro”

O presidente Luiz Inåcio Lula da Silva (PT) aproveitou este såbado (16) para lançar um gesto carregado de simbolismo: plantou uma muda de uva Vitória, desenvolvida pela Embrapa, no jardim do Palåcio da Alvorada e, diante das cùmeras, convidou Donald Trump para uma conversa.

No vĂ­deo divulgado nas redes sociais, Lula disparou:
“Estou plantando alimento, nĂŁo violĂȘncia ou Ăłdio. Espero que um dia a gente possa dialogar, presidente Trump, para que o senhor conheça de perto a qualidade do povo brasileiro”.

A mensagem vem poucos dias depois de o governo americano anunciar uma tarifa de 50% sobre importaçÔes brasileiras — medida que Trump justificou como resposta a açÔes de BrasĂ­lia consideradas prejudiciais a empresas dos EUA e atĂ© contrĂĄrias a princĂ­pios de liberdade de expressĂŁo e equilĂ­brio comercial.

Mesmo criticando a decisĂŁo, Lula optou por um tom conciliador. Disse querer mostrar ao republicano que o Brasil Ă© um paĂ­s que ama samba, Carnaval, futebol, mas tambĂ©m respeita e valoriza suas relaçÔes internacionais, seja com os EUA, China, RĂșssia, Uruguai ou Venezuela.

Convite para Belém e encontro em Nova York

Além do gesto no Alvorada, Lula jå havia enviado a Trump um convite formal para participar da COP30, marcada para novembro em Belém (PA). O Planalto trata o evento como uma vitrine internacional do Brasil na pauta climåtica.

O petista também afirmou que estå com o discurso pronto para a Assembleia Geral da ONU, em 23 de setembro, em Nova York, onde o Brasil abre tradicionalmente os pronunciamentos. Ele disse esperar que haja um encontro com Trump durante a viagem, ainda sem confirmação oficial.

Ao plantar a uva sem sementes, Lula reforçou o recado: quer que Trump conheça o Brasil “real”, aquele que se alimenta da diversidade cultural e da força da agricultura, e não de estereótipos.

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