🎬 Crime Não Dá Oscar

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CĂąmara diz “nĂŁo” ao lucro com tragĂ©dia e manda recado: bandido nĂŁo pode virar autor best-seller

Finalmente um roteiro que merece aplausos em Brasília. A Cùmara dos Deputados, por meio da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), aprovou um projeto de lei que corta o barato de quem comete crime grave e depois tenta faturar com livros, filmes, séries ou entrevistas contando a própria barbaridade.

O recado é simples e direto: quem foi condenado pela Justiça não pode ganhar dinheiro explorando o crime que cometeu. Nada de transformar tragédia em entretenimento pago, nem assassino em personagem glamorizado de streaming.

Como o texto foi aprovado em caráter conclusivo, agora ele segue direto para o Senado. Se passar por lá, adeus ao “crime influencer” no Brasil.

A proposta mira justamente casos em que condenados acabam lucrando com produçÔes audiovisuais e editoriais baseadas nos prĂłprios delitos — enquanto vĂ­timas e famĂ­lias ficam com a dor, o trauma e o esquecimento. Um modelo tĂŁo absurdo que parece ficção
 mas infelizmente nĂŁo Ă©.

A relatora, deputada Bia Kicis (PL-DF), foi clara: a ideia é fechar a porta para qualquer exploração econÎmica desse tipo de obra. O projeto foi inspirado, entre outros exemplos, nos filmes que recontam o caso Richthofen, transformando um crime brutal em produto de consumo.

Pelo texto aprovado, todo o dinheiro arrecadado por condenados com esse tipo de obra poderĂĄ ser reivindicado pelas vĂ­timas ou seus herdeiros, alĂ©m de indenizaçÔes por danos morais. E nĂŁo adianta dizer “jĂĄ paguei outras reparaçÔes”: a conta continua aberta.

E aqui cabe o comentĂĄrio que muita gente pensa, mas poucos dizem em voz alta: criminosos condenados por crimes hediondos nĂŁo tinham nem que estar discutindo direitos autorais — tinham que estar cumprindo prisĂŁo perpĂ©tua, longe de cĂąmeras, contratos e tapetes vermelhos. Quem tira uma vida nĂŁo pode ganhar palco, microfone ou royalties.

Nesse ponto, a Cùmara acertou em cheio: crime não é carreira, não é roteiro e muito menos fonte de renda. Que o Senado mantenha o bom senso e aprove o texto, porque justiça de verdade não combina com bilheteria, nem com criminoso virando celebridade.

Se depender do bom senso da população, esse projeto jĂĄ Ă© sucesso de pĂșblico — sem continuação. âš–ïžđŸ“šđŸŽ„

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