
Brasil bate recorde de arrecadação federal nos cinco primeiros meses de 2025
Com R$ 1,2 trilhão em impostos e contribuições até maio, país registra o melhor resultado desde 1995 — puxado por novas leis e aumento expressivo em tributos como PIS/Cofins e Imposto de Renda
A arrecadação de impostos e contribuições federais no Brasil alcançou um novo marco histórico. De janeiro a maio de 2025, o governo federal arrecadou R$ 1,2 trilhão — o maior valor já registrado para esse período desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995. Em termos reais, ou seja, já descontada a inflação, isso representa um crescimento de 3,95% em comparação com o mesmo período de 2024.
Só no mês de maio, foram recolhidos R$ 230,15 bilhões aos cofres públicos — outro recorde mensal, com alta real de 7,66% frente a maio do ano passado. Esse desempenho vem na esteira de medidas adotadas pelo governo no ano anterior, como a taxação de fundos exclusivos e recursos mantidos em paraísos fiscais (os chamados “offshores”), aprovadas pelo Congresso em 2023.
Os números, divulgados nesta quinta-feira (26/6), são os primeiros do ano após o fim da greve dos servidores da Receita Federal, que atrasou a publicação dos dados anteriores.
Entre os tributos que mais impulsionaram essa arrecadação, o destaque vai para o PIS/Pasep e a Cofins, que juntos somaram R$ 46,95 bilhões — uma alta real de 10,01%. Já a Receita Previdenciária arrecadou R$ 57,61 bilhões, crescendo 5,86% em termos reais. O maior salto percentual, porém, veio do Imposto de Renda pago por estrangeiros residentes no Brasil, com crescimento de expressivos 50,94%, somando R$ 7,52 bilhões.
Os resultados mostram que, apesar dos desafios fiscais e políticos, o governo conseguiu reforçar o caixa e melhorar o desempenho das contas públicas. Agora, o desafio é manter esse ritmo de arrecadação sem sufocar ainda mais os contribuintes, em um cenário onde também crescem as pressões por redução de benefícios fiscais e maior controle de gastos.