Caetano e Bethânia faturam milhões enquanto a  PEC da Blindagem finge indignação

Caetano e Bethânia faturam milhões enquanto a PEC da Blindagem finge indignação

Banco do Brasil despeja R$16 milhões na turnê dos artistas engajados politicamente, mostrando que dinheiro público vale mais que moralidade

Enquanto se rasgam em críticas à PEC da Blindagem e gritam contra “privilégios” no Congresso, alguns parecem ter uma memória seletiva quando o assunto é dinheiro público para artistas engajados politicamente. O Banco do Brasil destinou mais de R$16 milhões para financiar a turnê conjunta de Caetano Veloso e Maria Bethânia, entre o final de 2024 e início de 2025, cobrindo 19 apresentações. O espetáculo ainda recebeu aporte de uma empresa privada, mas não foi por falta de público pagante: mais de 500 mil ingressos foram vendidos, garantindo que a turnê fosse um verdadeiro sucesso financeiro.

O detalhe que não passa despercebido é o engajamento político dos artistas. Caetano Veloso, junto com Gilberto Gil e Chico Buarque, esteve entre os nomes mais ativos contra a anistia para os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, posicionamento que, para muitos, deveria afastá-los do cofre público.

E, no entanto, lá está ele: milhões do contribuinte financiando a “arte de protesto”, enquanto a mesma turma que clama por moralidade e impunidade zero parece ter esquecido que o bolso do cidadão também é um palco.

O contraste é evidente: o mesmo grupo que critica privilégios no Congresso não se importa em aplaudir quando os milhões vêm à sua maneira — via Lei Rouanet e Banco do Brasil. Ironia pura, digna de nota, ou talvez apenas mais um capítulo do espetáculo brasileiro de hipocrisia.

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