Correios afundam no vermelho sob o governo Lula e recorrem a empréstimo bilionário para não quebrar

Correios afundam no vermelho sob o governo Lula e recorrem a empréstimo bilionário para não quebrar

Com prejuízos consecutivos e gestão desastrosa, estatal pede R$ 20 bilhões a bancos — com juros salgados e garantidos pelo Tesouro

A cada novo capítulo, os Correios parecem afundar ainda mais no atoleiro criado pelo atual governo. A estatal, que nos anos Bolsonaro voltou a respirar e chegou a apresentar lucro, agora beira a falência e precisa recorrer a um empréstimo gigantesco — R$ 20 bilhões — para manter as portas abertas.

O Conselho de Administração aprovou a operação neste sábado (29), em meio a um cenário de caos financeiro que só piora. Segundo apurações, o dinheiro virá de um consórcio formado por Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra.

E aí vem a parte que mais indigna: a União vai entrar como fiadora, ou seja, se os Correios não pagarem, quem cobre a conta é o contribuinte. Como se não bastasse, os juros devem ficar em torno de 136% do CDI, um nível alto até para o padrão do mercado — mas que, curiosamente, não parece gerar nenhuma preocupação ao governo que vive pregando “responsabilidade social” enquanto empurra a responsabilidade fiscal para o bolso do brasileiro.

A estatal, em nota tímida, disse apenas que mais informações serão divulgadas depois da análise pelo Tesouro. Nada além do básico — como se uma operação que pesa mais do que todas as garantias concedidas pelo governo federal nos últimos 15 anos fosse trivial.

O pedido de socorro acontece após um primeiro semestre vergonhoso: R$ 4,37 bilhões de prejuízo só em 2025. Já são 12 trimestres seguidos no vermelho, resultado do aumento desenfreado de gastos, queda de receitas e uma falta de gestão que parece marca registrada do atual governo.

Enquanto isso, o presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, fala em “reestruturação”, “modernização” e “sustentabilidade” — palavras que soam quase como deboche diante do rombo que se acumula.

A verdade é que os Correios, que já foram motivo de orgulho e chegaram a dar lucro recente, agora se transformam em mais um símbolo do desajuste e da incapacidade administrativa que marcam esta gestão. O empréstimo de R$ 20 bilhões é só o curativo: o sangramento é estrutural — e foi provocado por escolhas políticas, aparelhamento e incompetência.

Resta saber por quanto tempo a população vai aceitar pagar essa conta.

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