
Éder Mauro vence em Tailândia com 28,5%, mas fica fora do Senado após resultado no Pará
Candidato do PL foi o mais votado no município, superando Zequinha Marinho, mas desempenho estadual não foi suficiente para garantir uma das duas vagas ao Senado pelo Pará
O resultado das eleições de 2026 mostrou uma diferença significativa entre a votação municipal e o resultado geral para o Senado no Pará. Em Tailândia, o Delegado Éder Mauro (PL) foi o candidato mais votado, alcançando 28,59% dos votos válidos. Apesar da liderança no município, ele terminou a disputa estadual fora das duas vagas destinadas ao Senado.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Éder Mauro ficou à frente de Zequinha Marinho (PODE), que recebeu 27,04% dos votos válidos, correspondentes a 20.771 votos. A diferença entre os dois candidatos em Tailândia foi de 1.192 votos, ou 1,55 ponto percentual.
O resultado municipal, porém, não acompanhou a votação registrada em todo o Pará. Os eleitos para o Senado foram Helder (MDB) e Chicão (UNIÃO).
Em Tailândia, Helder apareceu na terceira colocação, com 20,78% dos votos válidos, enquanto Chicão ficou em quarto, com 19,73%.
Éder Mauro liderou em 22 municípios
O desempenho de Éder Mauro em Tailândia não foi um caso isolado. O candidato do PL terminou na primeira colocação em 22 das 144 cidades do Pará com resultado apurado.
Helder, que conquistou uma das vagas ao Senado, liderou em 89 municípios, enquanto Zequinha Marinho ficou à frente em 25 cidades.
Mesmo vencendo em Tailândia, a cidade representou apenas 1,10% do total de votos obtidos por Éder Mauro em todo o estado, ficando na 17ª posição entre os municípios que mais contribuíram para a votação do candidato.
O contraste mostra como uma eleição para duas cadeiras no Senado pode produzir resultados bastante diferentes entre municípios e o resultado estadual consolidado.
Desempenho também foi forte em outras cidades
Éder Mauro também conseguiu liderar em importantes municípios paraenses.
Em Ananindeua, o candidato do PL alcançou 27,68% dos votos válidos. Em Santarém, chegou a 26,12%; em Parauapebas, atingiu 30,94%; e, em Marabá, registrou 28,96%.
Em Belém, entretanto, quem terminou na liderança foi Helder, com 25,81% dos votos válidos.
Em Santarém, Éder Mauro também foi o mais votado nas três zonas eleitorais do município e terminou a disputa local com 26,12%. Ainda assim, no resultado estadual, ficou em terceiro lugar, atrás dos dois candidatos que conquistaram as vagas.
Abstenção também pesou no cenário municipal
Em Tailândia, a eleição para o Senado registrou 21,05% de abstenção.
Entre os eleitores que compareceram às urnas, 9,87% votaram em branco e 15,10% anularam o voto para senador.
O resultado evidencia uma característica importante da disputa: liderar em determinados municípios não era suficiente para garantir uma cadeira. Era necessário construir uma votação estadual capaz de superar os demais concorrentes na soma de todos os municípios.
Uma vitória local que não se transformou em vaga
O caso de Tailândia acabou se tornando um retrato da disputa de Éder Mauro. O candidato do PL conseguiu vencer naquele município e também apareceu na liderança em outras cidades importantes, mas não conseguiu transformar essas vitórias locais em uma das duas vagas disponíveis no Pará.
No resultado consolidado do estado, Helder (MDB) terminou em primeiro, com 26,10% dos votos válidos, e Chicão (UNIÃO) ficou em segundo, com 22,45%. Éder Mauro terminou em terceiro, com 22,26%.
Assim, Tailândia entregou uma vitória expressiva ao candidato do PL, mas o mapa eleitoral do Pará contou outra história. O município escolheu Éder Mauro, enquanto o conjunto do eleitorado paraense decidiu enviar Helder e Chicão ao Senado.
O resultado é mais uma demonstração de que, em eleições proporcionais para o Senado com duas vagas em disputa, uma forte votação localizada pode não ser suficiente para garantir a eleição. O candidato precisa transformar sua força regional em desempenho estadual — e foi justamente nesse ponto que a campanha de Éder Mauro acabou ficando pelo caminho.