Eduarda Campopiano faz história e é a deputada estadual mais votada de São Paulo

Eduarda Campopiano faz história e é a deputada estadual mais votada de São Paulo

Aos 23 anos, vereadora de Praia Grande conquista 1.956.238 votos, chega à Alesp com a maior votação do estado e se transforma em um dos principais nomes da nova geração política paulista

São Paulo acaba de assistir a uma das maiores votações individuais de sua história para a Assembleia Legislativa. Aos apenas 23 anos, Eduarda Campopiano (PL) foi eleita deputada estadual e terminou a eleição de 2026 como a candidata mais votada para a Alesp.

O resultado foi expressivo: 1.956.238 votos, equivalentes a 8,39% dos votos válidos. A votação colocou Eduarda muito à frente do segundo colocado, Eduardo Suplicy (PT), que recebeu 654.627 votos.

A diferença chama atenção não apenas pelo número absoluto, mas também pela velocidade com que a jovem política construiu sua trajetória.

Há apenas dois anos, Eduarda estava disputando sua primeira eleição municipal.

Agora, chega à Assembleia Legislativa como a deputada estadual mais votada de São Paulo e a parlamentar estadual com a maior votação do país em 2026.

De vereadora de Praia Grande à liderança das urnas

Natural de Campinas, Maria Eduarda Campopiano Monteiro ganhou projeção política inicialmente por meio das redes sociais.

Aos 18 anos, começou a produzir conteúdo político e passou a construir uma audiência ligada principalmente ao eleitorado conservador. Também participou de debates, podcasts e programas de opinião. Em 2023, foi comentarista do programa Linha de Frente, da Jovem Pan.

Em 2024, decidiu disputar sua primeira eleição.

Foi eleita vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, com aproximadamente 3,6 mil votos, tornando-se uma das representantes mais jovens da Câmara Municipal.

Dois anos depois, o salto foi gigantesco.

De pouco mais de três mil votos para quase dois milhões.

É justamente essa transformação que explica a dimensão do resultado de 2026.

Uma votação que chama atenção

Os números praticamente falam por si.

Eduarda recebeu quase três vezes a votação do segundo colocado, Eduardo Suplicy.

Enquanto a jovem candidata do PL chegou a 1.956.238 votos, Suplicy ficou em 654.627.

Na sequência apareceram Sofia Favero, do PSOL, com 407.773 votos; Carlos Giannazi, também do PSOL, com 367.861; e Paula da Bancada Feminista, com 326.190.

Ou seja, a eleição produziu uma imagem bastante simbólica.

Uma jovem de 23 anos, em sua primeira disputa estadual, terminou no topo de uma lista que reúne nomes com décadas de atuação política.

E aqui está um dos méritos mais evidentes de Eduarda: ela conseguiu transformar uma presença digital em uma votação real, espalhada pelo maior eleitorado estadual do país.

A força das redes sociais

A trajetória de Eduarda é diretamente ligada à comunicação digital.

Seu conteúdo ganhou espaço justamente por apresentar posições políticas claramente identificadas com o campo conservador.

Ela se declara antifeminista e costuma criticar movimentos e pautas do feminismo contemporâneo. Durante a campanha, também defendeu posições contrárias ao aborto e favoráveis ao direito de porte de armas.

Suas posições provocam fortes reações de adversários políticos, mas também ajudaram a consolidar uma identidade eleitoral bastante definida.

Em uma eleição cada vez mais marcada pela comunicação direta entre políticos e eleitores, Eduarda apostou em uma estratégia que dispensou, em boa medida, a política tradicional.

Em vez de depender apenas de palanques, comícios e estruturas partidárias, construiu sua imagem durante anos na internet.

A urna mostrou que essa estratégia encontrou público.

Uma aliada de Lucas Pavanato

Outro capítulo importante de sua trajetória é a proximidade política com Lucas Pavanato, que também teve uma votação histórica em 2026.

Pavanato foi eleito deputado federal por São Paulo com mais de três milhões de votos e é apontado como uma das principais referências políticas de Eduarda.

A própria imprensa descreve Campopiano como sua afilhada política. Os dois construíram uma aliança dentro do campo conservador paulista, especialmente nas redes sociais.

O resultado dos dois candidatos mostra a força dessa nova geração política digital.

Pavanato chega à Câmara dos Deputados.

Eduarda chega à Assembleia Legislativa.

E ambos chegam carregando votações extraordinariamente altas.

Uma campanha com identidade política definida

Eduarda não tentou esconder suas posições durante a campanha.

Ao contrário.

Sua estratégia foi apresentar claramente aquilo que defende e também aquilo que pretende combater politicamente.

Ela afirma defender uma agenda associada a valores conservadores e à ideia de “Deus, pátria, família e liberdade”.

Entre suas posições públicas estão a oposição ao aborto, a defesa do porte de armas e a rejeição às cotas raciais. Também se posiciona contra propostas que, segundo ela, ampliariam determinadas políticas associadas ao movimento feminista.

Uma das pautas que pretende combater é o projeto de criminalização da misoginia.

A deputada eleita declarou, em entrevista após a vitória, que pretende manter sua oposição ao movimento feminista durante o mandato e afirmou que “a guerra tá só começando” nesse campo de disputa política.

A declaração deixa claro que Eduarda pretende fazer da Alesp um espaço de enfrentamento político e ideológico.

O trabalho como vereadora

Apesar da enorme projeção nas redes sociais, Eduarda procura apresentar também sua passagem pela Câmara Municipal de Praia Grande como parte importante de sua trajetória.

Segundo informações divulgadas pela própria parlamentar, durante o mandato municipal apresentou mais de mil atos legislativos, entre indicações, requerimentos, projetos e moções.

Também afirma ter atuado na busca de recursos para áreas como saúde e segurança pública.

Esse histórico será colocado à prova agora em uma estrutura muito maior.

A Alesp possui 94 deputados estaduais, e o parlamentar estadual tem atribuições diretamente relacionadas à fiscalização do governo paulista, elaboração de leis estaduais e representação das diferentes regiões do estado.

O tamanho do desafio na Alesp

A votação histórica traz prestígio, mas também aumenta a responsabilidade.

Quando quase dois milhões de pessoas colocam seu voto em uma candidata, a expectativa em torno de seu mandato naturalmente cresce.

Eduarda terá de transformar a popularidade eleitoral em atuação parlamentar.

Isso significa participar das comissões, apresentar projetos, fiscalizar o Executivo, discutir o orçamento estadual e representar os interesses dos paulistas.

A partir de 1º de fevereiro de 2027, começa oficialmente sua atuação na nova legislatura.

E a pergunta que acompanhará seu mandato será simples:

o que a deputada mais votada de São Paulo fará com quase dois milhões de votos?

A força do PL em São Paulo

A vitória de Eduarda também está inserida em um resultado expressivo do PL na Assembleia Legislativa.

O partido conquistou 27 cadeiras, tornando-se a maior bancada da Alesp na próxima legislatura. O PT terá 16 deputados, enquanto PSOL e PSD terão nove cada.

Portanto, Eduarda não chega sozinha.

Ela fará parte de uma bancada numerosa e de um cenário político paulista em que o eleitorado conservador demonstrou força nas urnas.

A votação individual da deputada, porém, foi muito acima da média.

Ela não apenas foi eleita.

Foi eleita disparadamente em primeiro lugar.

O mérito de Eduarda Campopiano

É impossível falar sobre essa eleição sem destacar o tamanho da trajetória construída em pouco tempo.

Aos 23 anos, Eduarda já passou pela Câmara Municipal de Praia Grande e agora chega à Assembleia Legislativa de São Paulo.

Em 2024, foram cerca de 3,6 mil votos.

Em 2026, foram 1.956.238.

O salto é extraordinário.

E, independentemente de concordâncias ou discordâncias sobre suas posições políticas, existe um fato objetivo que precisa ser reconhecido: ela conseguiu mobilizar uma quantidade enorme de eleitores e se tornou a deputada estadual mais votada de São Paulo.

Isso exige organização, comunicação, presença pública e capacidade de transformar visibilidade em voto.

Uma nova geração chega à política paulista

A eleição de Eduarda também simboliza a entrada de uma nova geração na política institucional.

Ela tem 23 anos.

Sua carreira começou nas redes sociais.

Seu primeiro mandato foi municipal.

E agora ela chega à Alesp com uma votação que supera, com larga margem, a de políticos muito mais experientes.

Não é apenas uma mudança de cargo.

É uma demonstração de que a política digital já consegue produzir resultados eleitorais de enorme dimensão.

A velha fórmula política não desapareceu.

Mas ganhou um concorrente poderoso: o político que constrói sua relação diretamente com o eleitor pela internet.

Parabéns, deputada Eduarda Campopiano

A votação de 2026 colocou Eduarda Campopiano diante de uma responsabilidade proporcional ao tamanho da confiança recebida.

1.956.238 eleitores escolheram seu nome.

Agora, o desafio é transformar essa votação em trabalho parlamentar, fiscalização, projetos e resultados.

A jovem vereadora de Praia Grande deixa o Legislativo municipal e chega à Assembleia Legislativa de São Paulo como a deputada estadual mais votada do estado.

Aos 23 anos, ela abre um novo capítulo de sua trajetória.

O mérito da vitória é dela.

A responsabilidade também.

Parabéns, Eduarda Campopiano, pela expressiva vitória e pela votação histórica.

Agora começa a parte mais importante: fazer com que quase dois milhões de votos sejam representados dentro da Alesp com trabalho, presença e prestação de contas ao eleitor paulista.

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