
Eduardo Bolsonaro diz que STF agora mira até sua esposa: “Nem bandido faz isso”
Parlamentar afirma que conta bancária de Heloísa Bolsonaro foi bloqueada por ordem de Alexandre de Moraes; caso reacende embate entre Judiciário e família Bolsonaro
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a denunciar publicamente o que chama de perseguição política do Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, o novo alvo da Corte não é ele, mas sua esposa, Heloísa Bolsonaro, que teria tido suas contas bancárias bloqueadas sem qualquer justificativa legal.
A informação foi divulgada pelo próprio parlamentar nas redes sociais. Eduardo afirmou que a esposa foi impedida de realizar uma simples transferência via Pix e recebeu a seguinte mensagem do banco: “Transação não concluída. Não é permitida a emissão de Pix de conta bloqueada”.
Em publicação na rede X (antigo Twitter), o deputado responsabilizou diretamente o ministro Alexandre de Moraes pelo bloqueio. “Minha esposa não é política, nunca se envolveu com isso. Mesmo assim, teve suas contas travadas. Isso, pra mim, é mais uma arbitrariedade absurda, provavelmente assinada por Alexandre de Moraes”, escreveu.
“Nem bandido mexe com a família”
Em tom de indignação, Eduardo comparou a situação ao universo criminal: “Nem bandido persegue família de policial. Mas Moraes ultrapassou qualquer limite ético e moral”, desabafou. Ele também alegou que nunca foi oficialmente notificado sobre os inquéritos que teriam motivado o bloqueio das próprias contas e agora, segundo ele, atingem sua esposa.
Investigação, sanções e um rastro de polêmica
O parlamentar está na mira do STF após articular, desde os Estados Unidos, sanções internacionais contra o próprio ministro Alexandre de Moraes. O movimento teria influenciado a decisão do ex-presidente Donald Trump de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, medida que entra em vigor no dia 1º de agosto.
Inicialmente, Eduardo admitiu que sabia da tarifa antes do anúncio oficial e que a apoiava. Depois, voltou atrás e negou ter conhecimento prévio.
A polêmica levou a Advocacia-Geral da União (AGU) a pedir abertura de investigação. O ministro Moraes atendeu e instaurou um inquérito para apurar se houve uso de informações privilegiadas numa operação contra o real no mercado financeiro, justamente no dia em que a tarifa foi divulgada.
Críticas de todos os lados
A tensão entre os Bolsonaro e o STF continua a crescer. Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo, já apresentou 29 pedidos de impeachment contra Moraes no Senado, acusando o ministro de censura e parcialidade.
Enquanto isso, o deputado Eduardo também enfrenta um processo movido por Erika Hilton (PSOL-SP), que o acusa de transfobia. A deputada exige uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e a exclusão de publicações ofensivas.
Mesmo de volta ao Brasil após uma longa estadia nos Estados Unidos, Eduardo segue envolvido em embates públicos e judiciais. Agora, segundo ele, com a família também no centro da disputa.