
Fachin marca para 23 de setembro julgamento de processo contra André Mendonça no STF
Presidente da Corte separa análise do caso de Mendonça do julgamento envolvendo Alexandre de Moraes; decisão acontece em meio à maior crise interna do Supremo relacionada ao Banco Master
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, marcou para 23 de setembro de 2026 o julgamento do processo envolvendo o ministro André Mendonça.
A decisão ocorre em meio à crise institucional que tomou conta da Corte após a divulgação de documentos, relatórios da Polícia Federal e mensagens relacionadas ao caso Banco Master, envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e diferentes ministros do Supremo.
Fachin decidiu que os casos de Moraes e Mendonça serão analisados separadamente. A sessão de 15 de setembro ficará destinada à análise do procedimento relacionado a Alexandre de Moraes, enquanto o processo envolvendo André Mendonça será apreciado posteriormente, em 23 de setembro.
Fachin rejeita julgamento conjunto
A separação dos processos ocorreu depois de um pedido para que os dois casos fossem analisados conjuntamente.
A ideia de unificação foi defendida por Alexandre de Moraes, que argumentava que a análise simultânea poderia evitar decisões contraditórias e reduzir o risco de novos conflitos processuais dentro do Supremo.
Fachin, entretanto, entendeu que os procedimentos estão em momentos processuais diferentes e que a separação permitiria uma análise mais organizada de cada situação.
Com isso, o STF terá duas datas importantes em sequência.
Em 15 de setembro, os ministros analisarão o relatório da Polícia Federal relacionado às relações entre Moraes e Daniel Vorcaro e o pedido apresentado pela Procuradoria-Geral da República para invalidar o relatório.
Em 23 de setembro, será a vez do procedimento relacionado a Mendonça.
Por que André Mendonça entrou no centro da crise?
O conflito envolvendo Mendonça ganhou força depois que o ministro passou a atuar em procedimentos relacionados ao Banco Master e determinou o levantamento de sigilos de documentos da investigação.
Entre os materiais divulgados estão relatórios da Polícia Federal que mencionam contatos entre Daniel Vorcaro e autoridades.
Um desses documentos passou a ser utilizado em uma discussão sobre Alexandre de Moraes e suas relações com Vorcaro.
A divulgação do material provocou reação de Moraes, que acusou Mendonça de agir de maneira seletiva e pediu que fosse investigada a atuação do colega.
O caso acabou se transformando em uma disputa interna envolvendo competência, sigilo, atuação da Polícia Federal e os limites de investigação de ministros do próprio STF.
O relatório da Polícia Federal que provocou a crise
Um dos principais pontos da disputa envolve um relatório produzido pela Polícia Federal sobre atividades relacionadas a André Mendonça e ao advogado-geral da União, Jorge Messias.
Mendonça havia determinado medidas contra o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e contra o diretor de Inteligência da instituição, Leandro Almada, após considerar que relatórios de inteligência poderiam representar monitoramento irregular de autoridades.
Posteriormente, Fachin suspendeu essas decisões.
Andrei Rodrigues, por sua vez, afirmou que os documentos foram produzid