
FLÁVIO BOLSONARO SE ENCONTRA COM JIM CAVIEZEL, ATOR QUE INTERPRETA JAIR BOLSONARO EM “DARK HORSE”, EM EVENTO NA PROPRIEDADE DE TRUMP
Senador brasileiro encontrou o astro de Hollywood em Mar-a-Lago, na Flórida, durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC). Encontro foi registrado por Eduardo Bolsonaro e ocorre em meio à aproximação da família Bolsonaro com lideranças conservadoras americanas e à divulgação internacional do projeto cinematográfico sobre a trajetória do ex-presidente.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve um encontro com o ator norte-americano Jim Caviezel na quinta-feira (5 de novembro), em Mar-a-Lago, na Flórida, propriedade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O ator foi escolhido para interpretar o ex-presidente Jair Bolsonaro na cinebiografia Dark Horse, produção que pretende retratar a trajetória política do antigo chefe do Executivo brasileiro.
O momento foi registrado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, que publicou as imagens nas redes sociais. Na gravação, Flávio e Caviezel aparecem se cumprimentando de maneira amistosa. Ao divulgar o registro, Eduardo escreveu: “Agora mesmo, em Mar-a-Lago, Flávio Bolsonaro, livre, encontra o ator Jim Caviezel”.
O encontro aconteceu durante a programação da Conferência de Ação Política Conservadora, conhecida internacionalmente pela sigla CPAC, um dos principais eventos do movimento conservador americano. A conferência reúne políticos, empresários, lideranças e representantes de diferentes países, funcionando como espaço de articulação e aproximação entre figuras da direita internacional.
Flávio e Eduardo Bolsonaro participaram da programação, e o senador estava entre os convidados previstos para discursar no encontro. A presença de Caviezel também chamou atenção por sua ligação com a produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro.
QUEM É JIM CAVIEZEL, O ATOR ESCOLHIDO PARA INTERPRETAR JAIR BOLSONARO?
Jim Caviezel, de 57 anos, é um dos atores americanos conhecidos por papéis de grande repercussão internacional. Sua carreira ganhou projeção mundial principalmente depois de interpretar Jesus Cristo no filme A Paixão de Cristo, dirigido por Mel Gibson e lançado em 2004.
O ator também protagonizou Som da Liberdade, produção de 2023 que aborda o tráfico de crianças e alcançou grande repercussão entre o público conservador americano.
Agora, Caviezel está associado a Dark Horse, filme que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro. A escolha de um ator com reconhecimento internacional para representar o ex-presidente é um dos elementos de maior destaque da produção, que pretende levar a história política brasileira para além das fronteiras nacionais.
A aproximação entre Flávio e o artista também representa uma oportunidade de visibilidade internacional para o projeto e para a família Bolsonaro, especialmente diante da participação de ambos em um evento que reúne importantes representantes do conservadorismo mundial.
FLÁVIO DISCURSA E MANDA RECADO AO BRASIL E AOS ESTADOS UNIDOS
Além do encontro com Caviezel, Flávio participou da programação da CPAC e fez um discurso em português, com tradução para o inglês. Em sua manifestação, falou sobre fé, perseverança e o futuro político do Brasil e dos Estados Unidos.
O senador afirmou que sua trajetória política não chegou ao fim, mesmo diante de um resultado eleitoral diferente daquele que esperava.
“Deus sempre está no controle de tudo. A porta que ele abre ninguém fecha e a porta que ele fecha ninguém abre”, declarou.
Flávio também afirmou que, um ano antes, jamais imaginava que seria candidato à Presidência da República, mas que passou a enxergar sua trajetória como parte de um projeto maior.
Ao comentar o resultado das eleições brasileiras, deixou uma mensagem de continuidade e esperança aos seus apoiadores:
“Grandes coisas estão por vir e eu sei que não foi o fim para o Brasil, e eu sei que não foi o fim para a América.”
A declaração foi interpretada como um recado de que o senador pretende continuar atuando politicamente, mantendo sua presença no movimento conservador e buscando apoio internacional.
ENCONTRO ACONTECE EM MOMENTO DE APROXIMAÇÃO COM O CONSERVADORISMO AMERICANO
A participação de Flávio em Mar-a-Lago ocorre poucos dias depois de sua chegada aos Estados Unidos, em 28 de outubro. Desde então, o senador tem concedido entrevistas à imprensa internacional e participado de encontros políticos, procurando manter sua influência no debate brasileiro.
A presença na CPAC, ao lado de Eduardo Bolsonaro e de Jim Caviezel, reforça a estratégia de aproximação com lideranças e personalidades identificadas com o conservadorismo americano.
O evento também tem importância simbólica por acontecer na propriedade de Donald Trump, uma das principais referências políticas da direita internacional. A presença de Flávio nesse ambiente amplia sua exposição perante um público estrangeiro e permite estabelecer contatos com representantes de diferentes setores do movimento conservador.
PRODUÇÃO DE DARK HORSE ESTÁ NA MIRA DA POLÍCIA FEDERAL
Apesar da repercussão do encontro, o filme Dark Horse também está envolvido em uma investigação da Polícia Federal sobre o financiamento da produção.
A apuração examina conversas entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, envolvendo a captação de recursos para viabilizar o longa-metragem.
O senador confirmou que procurou investidores para o projeto, mas nega qualquer irregularidade. A investigação busca esclarecer a origem, a destinação e a movimentação dos recursos relacionados à produção.
Até o momento, a existência da investigação não significa que as suspeitas tenham sido comprovadas, e Flávio nega ter cometido qualquer crime.
O encontro com Jim Caviezel, portanto, coloca novamente Dark Horse no centro das atenções. Mais do que uma fotografia entre um senador brasileiro e um ator de Hollywood, o episódio reúne política, cinema e articulação internacional em torno da trajetória de Jair Bolsonaro.
Para Flávio, a participação em um evento dessa dimensão representa uma oportunidade de continuar defendendo suas posições, preservar o protagonismo político e ampliar o diálogo com setores conservadores de outros países.
O encontro também evidencia que a história de Jair Bolsonaro continua despertando interesse fora do Brasil. Com Jim Caviezel no papel do ex-presidente e Flávio participando de eventos internacionais, a família Bolsonaro procura manter sua presença no cenário político e midiático, mesmo diante das dificuldades enfrentadas no país.