
Indicação de Jorge Messias ao STF avança no Senado após parecer favorável de relator
Senador Weverton Rocha afirma que AGU atende requisitos legais e abre caminho para sabatina e votação
Relatório favorável impulsiona nome de Jorge Messias ao STF
A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal ganhou novo impulso nesta terça-feira (14), após o senador Weverton Rocha apresentar parecer favorável à sua nomeação.
No relatório, o parlamentar conclui que Messias cumpre todos os requisitos exigidos para ocupar o cargo, destacando atributos como reputação ilibada, notório saber jurídico e regularidade fiscal.
Sabatina no Senado será decisiva
Com o parecer apresentado, o próximo passo será a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), marcada para o dia 29 de abril. Na mesma data, o plenário do Senado deve votar a indicação.
Para ser aprovado e assumir uma cadeira no STF, Messias precisará de pelo menos 41 votos favoráveis entre os senadores.
A vaga em disputa foi aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, ocorrida em outubro de 2025.
Experiência jurídica e atuação no governo
No parecer, Weverton destacou o perfil conciliador de Messias à frente da Advocacia-Geral da União (AGU), ressaltando sua atuação na mediação de conflitos e na busca por soluções jurídicas negociadas.
Entre os casos citados estão o acordo relacionado ao desastre da barragem do Fundão, no Rio Doce, e a resolução de disputas territoriais envolvendo comunidades quilombolas e o Centro de Lançamento de Alcântara.
Antes de comandar a AGU no atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Messias teve passagem por diferentes funções jurídicas no setor público, incluindo atuação como procurador e assessor jurídico em ministérios.
Bastidores políticos e articulações
A indicação de Messias também movimentou os bastidores de Brasília. Inicialmente, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, articulava outro nome para a vaga, o senador Rodrigo Pacheco.
Houve ainda críticas à demora do governo em formalizar a indicação, o que acabou adiando o processo no fim de 2025.
Nos corredores do STF, aliados apontam que ministros como Cristiano Zanin, Nunes Marques, Gilmar Mendes e André Mendonça têm atuado para viabilizar a aprovação do nome.
Disputa interna e expectativa no Supremo
Caso seja aprovado, Messias chegará ao STF em meio a um cenário de disputas internas entre grupos de ministros, que já se movimentam para influenciar o alinhamento do novo integrante da Corte.
A possível nomeação é vista como estratégica tanto para o governo quanto para o equilíbrio de forças dentro do tribunal, reforçando o peso político da escolha de novos ministros para a mais alta instância do Judiciário brasileiro.