
Lula amplia desapropriações e avança sobre propriedades rurais
Em mais um gesto ideológico, governo ignora produtores e assina 28 decretos para entregar terras a áreas quilombolas
Em pleno feriado da Consciência Negra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu reforçar sua política de desapropriações e assinou 28 novos decretos que transformam imóveis rurais de 14 estados em áreas de interesse social para fins de domínio quilombola. Ao todo, 31 comunidades entram na lista e cerca de 5.200 famílias serão contempladas — enquanto proprietários rurais seguem incertos sobre indenizações, valores e o futuro de suas terras.
Com esse novo pacote, Lula acumula 60 desapropriações somente neste terceiro mandato, mostrando que não pretende desacelerar a velha agenda de intervenção estatal sobre propriedades privadas.
O ritual burocrático continua — e quem paga a conta é o proprietário
Após o decreto, cabe ao Incra fazer vistorias, avaliações e calcular quanto será pago em dinheiro aos donos — mas tudo “dentro da disponibilidade orçamentária”, expressão que costuma significar uma fila lenta, longa e cheia de inseguranças para quem perde o imóvel.
O Palácio do Planalto divulgou nota celebrando a medida como uma “conquista histórica”. Lula, em suas redes, aproveitou a data para reforçar seu discurso de “reparação” e “projeto de futuro”, ignorando completamente o impacto econômico e produtivo da decisão.
O governo comemora, mas ignora o produtor que vê a terra virar decreto
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, tratou os atos como mais um passo de uma política que pretende “garantir estrutura” às comunidades. Enquanto isso, agricultores, pecuaristas e famílias que trabalham há décadas nos territórios afetados observam um governo decidido a tomar propriedades sem qualquer debate amplo, sem transparência e sem considerar o impacto social e econômico local.
Estados atingidos pelos decretos
Os novos territórios incluem áreas na Bahia, Ceará, Goiás, Sergipe, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Maranhão, Paraíba, Piauí, Mato Grosso do Sul e Alagoas.
Ao todo, dezenas de propriedades produtivas serão transformadas em áreas quilombolas por um simples ato de caneta — mais um exemplo de como o governo Lula insiste em políticas de desapropriação que não dialogam com a realidade do campo e nem com quem sustenta a produção alimentar do país.