Isenção do IR avança: governo pressiona Senado para acelerar votação

Isenção do IR avança: governo pressiona Senado para acelerar votação

Após vitória esmagadora na Câmara, Planalto quer aprovação até dezembro para valer já em 2026

Depois de conseguir uma vitória rara — unanimidade entre os deputados, com 493 votos a favor e nenhum contrário — o governo Lula agora mira o Senado para garantir que a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda avance sem tropeços. A ideia é aprovar a proposta ainda em 2025, para que entre em vigor já na declaração de 2026, ano eleitoral.

O texto aprovado na Câmara prevê isenção total para quem ganha até R$ 5 mil por mês, redução gradual da cobrança para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350 e uma alíquota mínima para os salários acima de R$ 50 mil.

O governo aposta que o resultado expressivo na Câmara deve inibir tentativas de travar a proposta no Senado. Segundo a ministra Gleisi Hoffmann, há boa disposição do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para acelerar a tramitação. Ainda não há relator definido, mas o Planalto acredita que o texto será votado sem maiores obstáculos.

“Eu acho que o Senado vai seguir o caminho da Câmara. Há uma receptividade muito grande no Congresso”, afirmou Gleisi durante a votação.

O otimismo também se apoia no fato de que a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado já aprovou um projeto semelhante, reapresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Ainda assim, o governo insiste em empurrar o texto relatado por Arthur Lira, que foi o aprovado nesta quarta-feira (1º).

Agora, a corrida é contra o tempo: o Planalto quer evitar que o Senado demore os mesmos sete meses que a Câmara levou para discutir o projeto. Se tudo correr dentro do script, a medida terá impacto já em 2026 — justamente quando o governo precisará mostrar resultados ao eleitorado.

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