
🔒 Justiça congela contas do marido de Carla Zambelli em meio a investigação sigilosa
Antônio Aginaldo de Oliveira, ex-chefe da Força Nacional, deixou a Europa e agora está em Israel, enquanto a deputada segue presa na Itália e luta contra extradição.
O cerco da Justiça ao entorno de Carla Zambelli (PL-SP) apertou ainda mais. O Supremo Tribunal Federal determinou o bloqueio das contas bancárias de Antônio Aginaldo de Oliveira, marido da deputada federal licenciada. O motivo está ligado a processos que tramitam sob sigilo.
Oliveira, coronel da reserva da Polícia Militar e ex-comandante da Força Nacional durante o governo Bolsonaro, havia acompanhado a esposa em uma viagem pela Europa, mas agora está em Israel, sem previsão de retorno ao Brasil. Em junho, ele foi exonerado do cargo de secretário de Segurança Pública de Caucaia (CE), depois de pedir afastamento alegando “doença em pessoa da família”.
O bloqueio ocorre enquanto Zambelli cumpre prisão na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma. Condenada no Brasil a 10 anos de prisão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça, com ajuda do hacker Walter Delgatti, ela perdeu o mandato parlamentar e foi condenada a pagar R$ 2 milhões em danos morais coletivos. A invasão tinha como objetivo forjar um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Mesmo após recorrer, a condenação foi confirmada, e Zambelli deixou o país rumo à Europa, tornando-se foragida. Em julho, foi presa na Itália. Agora, aguarda que a Justiça italiana decida se ela será processada lá ou enviada de volta ao Brasil — um processo que pode levar até dois anos.
Nos últimos dias, a defesa informou que a parlamentar fez greve de fome e alegou problemas de saúde. Uma perícia médica está marcada para 18 de agosto e, no dia 27, uma nova audiência deve discutir se ela poderá cumprir a prisão em condições menos rigorosas. Até lá, seguirá atrás das grades.