
Lula responsabiliza direita por mortes na pandemia e critica política de segurança pública
Em lançamento de campanha em São Bernardo do Campo, presidente relembrou a Covid-19, atacou a condução da pandemia pelo governo Bolsonaro e defendeu combate aos chefes do crime organizado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou sua campanha à reeleição em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, diante de apoiadores reunidos no Estádio 1º de Maio, local historicamente ligado à trajetória sindical do petista.
Durante o discurso, Lula criticou a direita e associou a condução da pandemia de Covid-19 ao elevado número de mortes registrado no Brasil. Segundo o presidente, setores da direita seriam responsáveis por 400 mil mortes, em referência à atuação que atribui ao campo político durante a crise sanitária e às críticas à vacinação.
Lula também voltou suas críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, adversário político e principal referência do campo de direita mencionado no discurso. A pandemia começou no final de 2019 e chegou ao Brasil no início de 2020, provocando uma das maiores crises sanitárias da história recente do país.
Na mesma fala, Lula abordou a segurança pública e criticou a estratégia de concentrar ações policiais contra criminosos que atuam nas comunidades. Para o presidente, é necessário alcançar os responsáveis pelo comando das organizações criminosas, e não apenas os integrantes que estão na ponta.
“O cara que manda está no apartamento de cobertura. O cara que manda está morando no condomínio”, afirmou Lula, ao defender uma ação mais direcionada contra os chefes das organizações criminosas.
O presidente sustentou ainda que seria necessário combater os responsáveis pelo comando das facções para reduzir a presença do crime organizado nas favelas e comunidades brasileiras.
O evento marcou simbolicamente o retorno de Lula ao local onde iniciou sua trajetória no movimento sindical e ocorreu no primeiro dia da campanha oficial. A fala combinou memória política, críticas ao governo Bolsonaro, referências à pandemia e propostas de enfrentamento ao crime organizado, colocando saúde pública e segurança entre os principais temas do discurso eleitoral.