Maduro reage a ataque dos EUA e reafirma resistência da Venezuela

Maduro reage a ataque dos EUA e reafirma resistência da Venezuela

Após ação militar que matou 11 pessoas, presidente venezuelano promete manter soberania e convoca união nacional

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, condenou duramente o ataque realizado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos a uma embarcação no sul do Caribe, que resultou na morte de 11 pessoas. Em discurso na quarta-feira (3/9), durante um evento em Caracas, Maduro classificou a ação como mais um ataque do imperialismo e assegurou que o país permanecerá firme: “A Venezuela continuará de pé, com serenidade, firmeza e fé inabalável na vitória e na paz”, disse.

Segundo o governo norte-americano, a embarcação pertencia a “narcoterroristas” ligados à facção Tren de Aragua e transportava drogas. Os EUA classificam a organização como Terrorista Estrangeira, acusando-a de tráfico de drogas, exploração sexual e assassinatos.

A tensão entre os dois países aumentou recentemente após os EUA enviarem mais de 4.500 militares e navios de guerra em direção às costas venezuelanas, sob a justificativa de combater o narcotráfico. Washington também apontou Maduro como líder do cartel Los Soles e elevou a recompensa por sua prisão para US$ 50 milhões.

Maduro, por sua vez, reforçou seu compromisso com a paz e o nacionalismo, lembrando que o povo venezuelano é defensor da harmonia, mas está pronto para se defender caso haja intervenção militar estrangeira. “Somos um povo amante da paz, mas quando nossas terras e direitos são ameaçados, nos tornamos guerreiros implacáveis. Esta terra pertence aos venezuelanos e nenhum império poderá profaná-la”, afirmou.

Em resposta, o ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, classificou o ataque como assassinato e anunciou exercícios militares da Milícia Bolivariana, previstos para quinta (4/9) e sexta-feira (5/9). A Venezuela também mobilizou 15 mil soldados na fronteira com a Colômbia e acionou a ONU, pedindo pressão sobre os EUA para respeitar a soberania nacional.

Os Estados Unidos, por meio do Secretário de Estado Marco Rubio, afirmaram que a embarcação transportava drogas a caminho do Caribe, visando desestabilizar a região, e destacaram que o governo norte-americano está determinado a usar “todo o poder e força” para enfrentar os cartéis de drogas. Até o momento, não foram apresentadas provas concretas ligando Maduro diretamente à operação.

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