
Michelle Bolsonaro e Bia Kicis são eleitas senadoras pelo DF e garantem duas vagas para o PL
Ex-primeira-dama é a mais votada da disputa, enquanto deputada federal conquista a segunda cadeira; resultado cria uma bancada feminina inédita no Senado pelo Distrito Federal
O Distrito Federal elegeu, neste domingo (4), Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, para as duas vagas ao Senado que estavam em disputa nas eleições de 2026. O resultado representa a primeira eleição de Michelle para um cargo político e leva Bia Kicis da Câmara dos Deputados para o Senado Federal.
Com 100% das urnas apuradas, Michelle recebeu 938.496 votos, equivalentes a 29,05% dos votos válidos, enquanto Bia Kicis alcançou 886.616 votos, ou 27,44%. Em terceiro lugar ficou Leila Barros, conhecida como Leila do Vôlei, com 21,25%, seguida por Erika Kokay, do PT, com 18,91%.
O resultado também produz uma situação inédita: a bancada do Distrito Federal no Senado será formada exclusivamente por mulheres. Michelle e Bia se juntarão a Damares Alves, do Republicanos, que possui mandato até 2031.
Michelle faz história no Distrito Federal
A eleição de Michelle Bolsonaro tem um significado particular porque marca sua estreia em uma eleição para cargo público.
Ex-primeira-dama entre 2019 e 2022, Michelle chegou ao Senado depois de construir uma presença política nacional, especialmente por meio do PL Mulher, organização partidária que passou a presidir em 2023.
Natural de Brasília, Michelle tem 44 anos e já havia trabalhado como secretária parlamentar na Câmara dos Deputados. Durante o período em que ocupou a condição de primeira-dama, ganhou projeção principalmente em iniciativas relacionadas à inclusão social, às pessoas com deficiência, à comunidade surda e à utilização de Libras em eventos públicos.
Agora, a trajetória muda de patamar: a ex-primeira-dama deixa a atuação política predominantemente partidária e passa a ter um mandato conquistado diretamente nas urnas.
Uma votação recorde
Além da eleição, Michelle estabeleceu uma marca importante no Distrito Federal.
Com 938.496 votos, ela se tornou a senadora mais votada da história do DF, superando a marca anteriormente registrada por Cristovam Buarque, que havia obtido 833.480 votos em 2010.
A votação mostra a dimensão da mobilização em torno de seu nome durante a campanha.
Michelle também ficou à frente de Bia Kicis, que obteve pouco mais de 886 mil votos. A diferença entre as duas foi de aproximadamente 52 mil votos.
Bia Kicis garante a segunda vaga
A segunda cadeira ficou com Bia Kicis, deputada federal pelo Distrito Federal e uma das principais representantes do PL na Câmara.
Com 886.616 votos, Bia alcançou 27,44% dos votos válidos e garantiu um mandato de oito anos no Senado, com início em 2027 e previsão de término em 2035.
A eleição representa também uma mudança importante em sua carreira parlamentar.
Bia Kicis foi eleita deputada federal pela primeira vez em 2018 e reeleita em 2022. Formada em Direito pela Universidade de Brasília, é procuradora aposentada do Distrito Federal.
Na Câmara, ocupou posições de destaque, inclusive a presidência da Comissão de Constituição e Justiça entre 2021 e 2022.
Agora, levará sua atuação para o Senado.
As duas vagas ficaram com o mesmo partido
Um dos aspectos mais expressivos do resultado foi a conquista das duas cadeiras disponíveis pelo mesmo partido.
Michelle e Bia concorreram pelo PL e fizeram uma campanha conjunta, estratégia que permitiu associar os dois nomes na disputa pelo Senado.
O resultado significa que o PL passa a ocupar duas das três cadeiras destinadas ao Distrito Federal no Senado.
A terceira vaga pertence a Damares Alves, eleita em 2022 e com mandato até 2031.
Assim, a partir de 2027, o Distrito Federal terá três senadoras: Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e Damares Alves.
Uma bancada feminina inédita
O resultado tem ainda uma característica histórica.
Pela primeira vez, o Distrito Federal terá uma bancada do Senado formada exclusivamente por mulheres.
Michelle, Bia e Damares representarão o DF na Casa Alta, transformando a representação feminina em uma característica inédita da bancada distrital.
É uma mudança significativa na representação política do Distrito Federal e também um dos principais fatos institucionais produzidos pela eleição de 2026.
Leila Barros e Erika Kokay ficam fora
A disputa também marcou a derrota de duas candidatas que apareciam como concorrentes diretas pelas vagas.
Leila Barros, senadora que buscava a reeleição pelo PDT e contava com apoio do presidente Lula, terminou em terceiro lugar, com 21,25%.
Já Erika Kokay, do PT, ficou em quarto, com 18,91%.
A soma das votações das duas não foi suficiente para superar as candidatas do PL.
O resultado, portanto, alterou completamente a composição das duas cadeiras que estavam sendo renovadas no Distrito Federal.
O significado político da vitória
A eleição de Michelle e Bia não se resume aos números individuais.
As duas candidatas chegaram ao Senado integrando o mesmo partido e apresentando uma campanha coordenada. A vitória transforma o resultado do DF em um dos acontecimentos relevantes da eleição para o Senado em 2026.
Michelle chega com uma votação recorde e com uma trajetória que passou da atuação como primeira-dama para a conquista de um mandato próprio.
Bia chega ao Senado depois de oito anos na Câmara, carregando a experiência parlamentar acumulada durante dois mandatos.
São trajetórias diferentes que agora se encontram na mesma bancada.
Michelle assume novo papel na política nacional
A chegada de Michelle ao Senado também amplia sua participação direta na política nacional.
Como presidente do PL Mulher, ela já vinha percorrendo diferentes regiões do país e participando de eventos partidários. A nova posição institucional, entretanto, oferece uma plataforma diferente.
A partir de 2027, Michelle terá voz e voto em uma das principais instituições legislativas brasileiras.
O mandato permitirá que ela participe diretamente de debates nacionais, votações de projetos, sabatinas de autoridades e discussões sobre mudanças constitucionais.
Seu primeiro mandato eletivo, portanto, começa acompanhado de uma votação expressiva e de uma forte projeção nacional.
Bia Kicis também muda de posição no Congresso
Para Bia Kicis, o resultado representa a passagem de uma atuação concentrada na Câmara para uma posição no Senado.
A mudança é relevante porque as duas Casas possuem atribuições diferentes.
No Senado, Bia participará de discussões sobre temas que exigem atuação específica da Casa, além de integrar comissões, votar propostas legislativas e participar de processos de indicação e sabatina de autoridades.
A parlamentar também terá oito anos para construir sua atuação no novo cargo.
Um resultado que repercute além do DF
A eleição das duas candidatas do PL ocorre no mesmo contexto em que outros nomes ligados ao partido conquistaram espaço relevante nas eleições de 2026.
No Distrito Federal, porém, o resultado ganhou uma característica própria: as duas vagas em disputa ficaram com mulheres do mesmo partido, enquanto a terceira cadeira continuará ocupada por Damares Alves.
O resultado consolida uma configuração inédita para a representação do DF no Senado.
Michelle Bolsonaro e Bia Kicis assumirão seus mandatos em 2027, com oito anos pela frente para apresentar seus projetos e defender suas posições no Congresso Nacional.
Duas trajetórias, um novo capítulo
Michelle e Bia chegam ao Senado por caminhos diferentes.
Michelle deixa a condição de ex-primeira-dama e conquista pela primeira vez um cargo eletivo.
Bia Kicis deixa a Câmara depois de dois mandatos e inicia uma nova etapa de sua carreira parlamentar.
A primeira chega com a maior votação da história do Senado no Distrito Federal. A segunda garante a segunda cadeira com uma votação também superior a 886 mil votos.
O resultado de 4 de outubro, portanto, marca não apenas a eleição de duas novas senadoras, mas uma mudança na representação política do Distrito Federal.
Michelle Bolsonaro e Bia Kicis agora terão oito anos de mandato para transformar a votação recebida nas urnas em atuação parlamentar no Senado Federal.