
Moraes, Gonet e Motta se reúnem em meio ao caos no Rio para discutir o avanço do crime organizado
Após uma megaoperação que deixou 121 mortos, o ministro do STF, o procurador-geral da República e o presidente da Câmara discutem a ADPF das Favelas e o novo Marco Legal do Crime Organizado.
Em um momento em que a violência urbana escancara o colapso da segurança pública no país, o ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), se reúne nesta segunda-feira (10/11) com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). O encontro, marcado para as 16h, acontece na sala de sessões da Primeira Turma do STF e tem como pauta a ADPF das Favelas e o Marco Legal do Crime Organizado.
A conversa entre Moraes e Gonet acontece poucos dias depois da megaoperação policial no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos nos Complexos do Alemão e da Penha. A tragédia reacendeu o debate sobre o limite das ações policiais e o papel do Estado no combate às facções criminosas — um tema que divide opiniões e pressiona o Judiciário e o Congresso por respostas concretas.
Na segunda parte da reunião, Hugo Motta se junta à discussão para tratar do Projeto de Lei 5582/2025, proposto pelo governo federal, que endurece penas e busca cortar o fluxo financeiro das organizações criminosas. O objetivo é reduzir o poder econômico das facções e fortalecer o enfrentamento jurídico ao crime organizado, que hoje desafia o Estado em diversas regiões do país.
Mais do que uma reunião técnica, o encontro simboliza a tentativa das instituições de reagir diante do avanço da criminalidade — uma realidade que, entre favelas e gabinetes, segue cobrando caro da sociedade brasileira.