
Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato fazem história e ultrapassam 3 milhões de votos; nova geração conservadora ganha força no Brasil
Jovens políticos do PL superam marcas históricas, deixam para trás o antigo recorde de Eduardo Bolsonaro e mostram a força das redes sociais e do eleitorado conservador nas urnas de 2026
As eleições de 2026 produziram uma das maiores demonstrações de força eleitoral da nova geração da direita brasileira. Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) ultrapassaram a extraordinária marca de 3 milhões de votos cada, tornando-se os dois deputados federais mais votados da história do Brasil.
Nikolas Ferreira recebeu 3.119.318 votos em Minas Gerais, enquanto Lucas Pavanato alcançou 3.038.438 votos em São Paulo. Os dois resultados superaram com ampla vantagem o antigo recorde nacional, que pertencia a Eduardo Bolsonaro, que havia conquistado 1.843.735 votos para deputado federal em 2018.
O feito é ainda mais expressivo porque Nikolas e Pavanato são políticos jovens, construíram grande parte de sua influência por meio das redes sociais e passaram a disputar espaço diretamente com estruturas políticas tradicionais.
O recado das urnas foi claro: existe uma parcela gigantesca do eleitorado disposta a apostar em novos nomes, novas formas de comunicação e representantes identificados com pautas conservadoras.
Nikolas Ferreira: de vereador de Belo Horizonte ao maior recordista da história
Aos 30 anos, Nikolas Ferreira consolidou uma trajetória eleitoral impressionante.
Ele iniciou sua carreira eleitoral em 2020, quando foi eleito vereador de Belo Horizonte. Dois anos depois, em 2022, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo PL e já naquele pleito tornou-se o deputado federal mais votado do país, com aproximadamente 1,49 milhão de votos.
Em 2026, entretanto, Nikolas praticamente dobrou sua própria marca e chegou aos 3.119.318 votos.
O resultado não apenas garantiu sua reeleição. Colocou seu nome no topo da história eleitoral da Câmara dos Deputados.
Nikolas ultrapassou o recorde de Eduardo Bolsonaro, que desde 2018 ocupava a primeira posição, e também deixou para trás a marca histórica de Enéas Carneiro, que havia obtido cerca de 1,57 milhão de votos em 2002.
O deputado mineiro também consolidou uma enorme presença digital. Seu crescimento nas redes sociais foi acompanhado pela ampliação de sua capacidade de mobilização política, especialmente entre eleitores mais jovens.
Seu resultado de 2026 mostra que a comunicação política deixou definitivamente de depender apenas de televisão, rádio, estruturas partidárias tradicionais e grandes palanques.
Nikolas transformou as redes sociais em instrumento permanente de comunicação com o eleitor.
Um jovem que virou fenômeno eleitoral
Há um aspecto particularmente importante na vitória de Nikolas: sua idade.
Com apenas 30 anos, ele alcançou uma votação superior à de políticos tradicionais que passaram décadas construindo carreiras eleitorais.
Isso representa uma mudança significativa no perfil da política brasileira.
Nikolas conseguiu estabelecer comunicação direta com milhões de brasileiros e transformou sua atuação parlamentar, seus discursos e sua presença digital em uma espécie de plataforma política própria.
Seu desempenho também demonstra que o eleitor jovem não pode mais ser tratado como um bloco naturalmente alinhado à esquerda.
A eleição de 2026 mostrou justamente o contrário: uma parcela significativa da juventude brasileira está participando da política por meio de pautas conservadoras e de direita.
E Nikolas Ferreira tornou-se um dos principais símbolos desse movimento.
Lucas Pavanato: outra votação histórica
Se Nikolas fez história em Minas Gerais, Lucas Pavanato fez o mesmo em São Paulo.
Aos 28 anos, o vereador paulistano conquistou 3.038.438 votos para deputado federal.
O número é extraordinário.
Pavanato não apenas foi eleito: tornou-se o deputado federal mais votado da história de São Paulo e o segundo mais votado da história do Brasil.
Sua trajetória também é relativamente recente.
Natural de Sorocaba, Pavanato entrou na política durante as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff. Em 2018, passou a atuar como estagiário do então vereador Fernando Holiday.
Em 2022, disputou uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo Novo e recebeu aproximadamente 36 mil votos, ficando como suplente.
Depois, aproximou-se de Jair Bolsonaro e Nikolas Ferreira, filiou-se ao PL e, em 2024, foi eleito vereador de São Paulo com aproximadamente 161 mil votos, tornando-se o vereador mais votado do país naquele pleito.
Dois anos depois, saltou de 161 mil votos para mais de 3 milhões.
É uma ascensão eleitoral que chama atenção até mesmo dentro de um cenário de forte polarização.
O reconhecimento ao mérito de Pavanato
A votação de Pavanato merece ser analisada também pelo ponto de vista da construção política.
Não se trata simplesmente de alguém que apareceu nas urnas de última hora.
O vereador construiu uma identidade política própria, consolidou presença digital e estabeleceu comunicação direta com seu público.
Seu discurso conservador, suas posições sobre segurança pública, família, educação e outras pautas culturais encontraram receptividade significativa entre os eleitores paulistas.
Independentemente das controvérsias que acompanham sua atuação pública, o tamanho da votação não pode ser ignorado.
3.038.438 eleitores escolheram Pavanato para representá-los em Brasília.
Esse é o fato político mais importante.
E, para um político de apenas 28 anos, chegar ao Congresso Nacional com uma votação dessa dimensão é um feito que merece reconhecimento.
A dobradinha Nikolas-Pavanato
A relação política entre Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato também ganhou peso nas eleições de 2026.
Nikolas apoiou Pavanato durante a campanha e ajudou a ampliar sua exposição nacional.
Pavanato, por sua vez, reconheceu publicamente a importância desse apoio e classificou Nikolas como responsável por ajudar a construir uma nova bancada jovem conservadora.
O resultado das urnas acabou dando dimensão concreta a essa estratégia.
Não foi apenas Pavanato.
O deputado mineiro também participou de campanhas e declarou apoio a diversos candidatos espalhados pelo Brasil, muitos deles jovens e ligados ao campo conservador.
A chamada “bancada de Nikolas”
A força eleitoral de Nikolas não ficou restrita a Minas Gerais.
Durante a campanha, ele apoiou candidatos de diferentes estados e, em vários casos, esses nomes conseguiram se eleger.
Entre os principais estão:
- Lucas Pavanato (PL-SP) — deputado federal, 3.038.438 votos;
- Eduarda Campopiano (PL-SP) — deputada estadual, com mais de 1,9 milhão de votos;
- Guilherme Kilter (Novo-PR) — deputado federal, cerca de 269,8 mil votos;
- Felipe Sertanejo (MG) — deputado eleito, 138.277 votos;
- Thiago Medina (PL-PE) — deputado eleito, 88.354 votos;
- André Fernandes (PL-CE) — deputado federal mais votado do Ceará, com 684.372 votos;
- Cabo Bebeto (PL-AL) — deputado estadual eleito, 99.165 votos;
- Júlia de Castro (PL-RJ) — deputada estadual eleita, 103.880 votos;
- Paulo Melo (PL-PR) — deputado estadual eleito, 192.409 votos;
- Ana Campagnolo (PL-SC) — deputada estadual mais votada de Santa Catarina;
- Ulysses Moraes (Podemos-MT) — deputado estadual eleito, 56.207 votos;
- Marquinho (PL-GO) — deputado estadual eleito, 31.039 votos;
- Daverson Matos (PL-MS) — deputado estadual eleito, 30.604 votos;
- Lucas Polese (PL-ES) — deputado federal mais votado do Espírito Santo, 419.735 votos.
Os resultados mostram que a influência de Nikolas ultrapassou as fronteiras de Minas Gerais e passou a produzir efeitos eleitorais em diferentes regiões do país.
Eduarda Campopiano também chama atenção
Um dos maiores destaques dessa nova geração é Eduarda Campopiano, do PL de São Paulo.
Aos apenas 23 anos, ela recebeu mais de 1,9 milhão de votos para a Assembleia Legislativa paulista, tornando-se uma das deputadas estaduais mais votadas da história do estado.
Campopiano construiu sua imagem política principalmente pelas redes sociais e tornou-se uma das jovens representantes do conservadorismo paulista.
Sua eleição reforça a percepção de que a nova direita está formando lideranças cada vez mais jovens.
E existe uma conexão política evidente entre essa nova geração e nomes como Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato.
Guilherme Kilter e a expansão nacional
Outro nome que merece destaque é Guilherme Kilter, do Novo.
Aos 24 anos, o então vereador de Curitiba conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados e recebeu aproximadamente 270 mil votos, tornando-se um dos principais nomes da direita paranaense.
Kilter também recebeu apoio de Nikolas durante a campanha.
O caso demonstra que a influência construída pelo deputado mineiro não ficou limitada ao PL.
Nikolas apoiou candidatos de diferentes siglas, desde que estivessem alinhados ao campo conservador, como Kilter, do Novo.
Isso amplia ainda mais sua importância como liderança política.
André Fernandes também aparece entre os grandes vencedores
No Ceará, André Fernandes, do PL, foi outro grande destaque.
Ele recebeu 684.372 votos, tornando-se o deputado federal mais votado do estado.
Fernandes já possuía uma trajetória consolidada na direita e se aproximou de Nikolas durante mobilizações políticas de 2026.
Seu resultado coloca mais um jovem político de perfil conservador entre os grandes vencedores da eleição para a Câmara.
Uma nova geração chegando ao Congresso
O resultado de Nikolas e Pavanato precisa ser analisado dentro de uma transformação maior.
A Câmara dos Deputados que tomará posse em 2027 terá uma presença importante de políticos jovens, muitos deles com trajetórias construídas fora dos modelos tradicionais de carreira.
Em São Paulo, por exemplo, os cinco deputados federais mais votados têm menos de 40 anos: Lucas Pavanato, Erika Hilton, Sâmia Bomfim, Kim Kataguiri e Tabata Amaral.
A diferença ideológica entre esses parlamentares é enorme.
Mas existe um ponto em comum: a política brasileira está sendo cada vez mais disputada por uma geração que domina redes sociais, comunicação digital e mobilização direta de eleitores.
Nikolas x antigo recorde de Eduardo Bolsonaro
O recorde anterior pertencia a Eduardo Bolsonaro, que em 2018 recebeu 1.843.735 votos.
Nikolas não apenas superou Eduardo.
Ele recebeu quase 1,3 milhão de votos a mais.
Pavanato também ultrapassou a marca de Eduardo com ampla vantagem.
O resultado coloca dois jovens políticos do PL no topo da história eleitoral da Câmara e transforma 2026 em um marco para a direita brasileira.
Mais do que números
É possível discutir ideias, propostas, estilo político e até a forma de comunicação desses parlamentares.
Mas existe um fato que não pode ser ignorado:
Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato receberam milhões de votos.
Não foram centenas de milhares.
Foram mais de 3 milhões de votos para cada um.
Isso significa que suas mensagens chegaram a uma quantidade extraordinária de eleitores.
E a força dessa votação não pode ser explicada apenas por uma estrutura partidária tradicional.
Ela passa por redes sociais, identificação ideológica, comunicação direta, mobilização de jovens e capacidade de transformar seguidores em eleitores.
O mérito de Nikolas Ferreira
É justo reconhecer o mérito político de Nikolas.
Aos 30 anos, ele saiu de uma carreira municipal em Belo Horizonte, chegou à Câmara dos Deputados, tornou-se o deputado federal mais votado do país em 2022 e, quatro anos depois, mais do que dobrou sua própria votação.
Além disso, passou a participar ativamente de campanhas de aliados em diversos estados.
A eleição de 2026 mostra que Nikolas deixou de ser apenas um deputado federal muito popular.
Ele passou a exercer influência sobre a formação de uma nova geração de políticos.
Esse talvez seja o maior resultado político de sua campanha.
O mérito de Lucas Pavanato
Também merece parabéns Lucas Pavanato.
Com apenas 28 anos, ele saiu de uma trajetória que começou em funções de apoio político, passou por uma candidatura sem vitória em 2022, conquistou uma votação histórica para vereador em 2024 e, apenas dois anos depois, tornou-se o segundo deputado federal mais votado da história do Brasil.
É uma ascensão impressionante.
Pavanato agora terá o desafio de transformar os mais de 3 milhões de votos em trabalho parlamentar, fiscalização, apresentação de propostas e representação efetiva dos eleitores.
A partir de 2027, a cobrança será proporcional ao tamanho da votação.
Uma vitória para os jovens
Talvez o elemento mais simbólico de tudo isso seja a idade.
Nikolas tem 30 anos. Pavanato tem 28. Eduarda Campopiano tem 23. Guilherme Kilter tem 24.
São políticos de uma geração que cresceu em um Brasil conectado, com redes sociais, vídeos curtos, transmissões ao vivo e comunicação instantânea.
Essa geração descobriu que também poderia disputar o poder.
E as urnas responderam.
Parabéns aos dois
Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato estão diante de uma responsabilidade gigantesca.
Milhões de brasileiros depositaram confiança em seus nomes.
O resultado histórico merece ser registrado.
Parabéns, Nikolas Ferreira. Parabéns, Lucas Pavanato.
Um mineiro e um paulista, ambos jovens, ambos do PL, ambos com forte presença digital e ambos agora protagonistas de uma nova fase da política brasileira.
A marca de mais de 3 milhões de votos para cada um não é apenas uma estatística eleitoral.
É um sinal de que uma nova geração chegou com força ao cenário nacional.
E, goste-se ou não do estilo, das pautas ou da maneira como esses políticos se comunicam, uma coisa é impossível negar: o eleitor falou alto nas urnas.
E, desta vez, falou em milhões.