
Nikolas ‘manda Lula se ferrar’ e diz que derrota poderia ser evitada com Neymar no 1° tempo
Deputado federal Nikolas Ferreira voltou a criticar fala de Lula que chamou camisa 10 de ‘jogador
Deputado federal resgata declaração do presidente sobre o atacante, afirma que Neymar assumiu a responsabilidade ao cobrar o pênalti e volta a criticar Lula após derrota da Seleção para a Noruega na Copa do Mundo de 2026
A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, provocou uma intensa repercussão no meio esportivo e também no cenário político. Entre as manifestações que ganharam destaque nas redes sociais está a do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que utilizou seu perfil para ironizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defender o atacante Neymar Jr.
Em vídeo publicado poucas horas após o encerramento da partida, Nikolas relembrou uma declaração feita por Lula em junho deste ano, quando o presidente chamou Neymar de “jogador home office” durante um evento em Belo Horizonte. Na ocasião, Lula afirmou ter visto a expressão na internet ao comentar a ausência do camisa 10 em compromissos recentes da Seleção Brasileira.
Ao comentar a eliminação brasileira, o parlamentar afirmou que Neymar assumiu a responsabilidade quando entrou em campo na reta final do segundo tempo e converteu o pênalti que marcou o único gol da Seleção.
“Eu vou falar o que todo mundo está pensando. E se o Neymar tivesse desde o primeiro tempo para bater o pênalti? Eu acho que a história poderia ter sido diferente. Só erra quem bate, mas quem chamou a responsabilidade foi justamente o jogador que chamaram de ‘home office'”, declarou.
Na sequência, Nikolas voltou a citar Lula diretamente e criticou o presidente, relacionando a antiga declaração ao desempenho de Neymar na partida contra a Noruega.
Declaração de Lula voltou a circular
O vídeo compartilhado pelo deputado reacendeu um debate iniciado ainda em junho, quando Lula utilizou a expressão “jogador home office” ao comentar Neymar durante um evento público. Após a eliminação do Brasil, o trecho voltou a circular amplamente nas redes sociais e passou a ser utilizado tanto por apoiadores quanto por críticos do governo.
Neymar entrou no segundo tempo
Neymar iniciou a partida no banco de reservas e foi acionado pelo técnico Carlo Ancelotti apenas na segunda etapa, quando o Brasil já encontrava dificuldades para reagir diante da seleção norueguesa.
Nos acréscimos, o camisa 10 converteu uma cobrança de pênalti e diminuiu o placar para 2 a 1. Apesar do gol, o Brasil não conseguiu evitar a eliminação.
Além da cobrança convertida, Neymar protagonizou momentos de tensão com jogadores da Noruega, incluindo uma discussão com o goleiro Ørjan Nyland após a cobrança do pênalti, episódio que dividiu opiniões entre torcedores, jornalistas e comentaristas esportivos.
Debate ultrapassa o futebol
A eliminação brasileira rapidamente deixou de ser apenas um tema esportivo e passou a ocupar espaço no debate político. Declarações de parlamentares, integrantes do governo e personalidades públicas ampliaram a repercussão do resultado, enquanto vídeos antigos envolvendo Neymar e o presidente Lula voltaram a circular com força nas plataformas digitais.
A derrota também gerou questionamentos sobre o trabalho da comissão técnica comandada por Carlo Ancelotti, o planejamento da CBF, a utilização de Neymar durante a competição e o futuro da Seleção Brasileira para o ciclo da Copa do Mundo de 2030.
Enquanto parte dos torcedores atribui a eliminação a problemas coletivos apresentados pela equipe ao longo de toda a campanha, outros concentraram críticas em jogadores específicos, na comissão técnica e na direção da CBF. O episódio demonstra como o futebol, especialmente em uma Copa do Mundo, continua sendo um tema que frequentemente se mistura ao debate político e às discussões nas redes sociais.