Pré-campanha de Flávio Bolsonaro nega acordo com Republicanos envolvendo indicação ao STF

Pré-campanha de Flávio Bolsonaro nega acordo com Republicanos envolvendo indicação ao STF

Coordenação da campanha afirma que alianças políticas são construídas com base em convergência de princípios e rejeita rumores de negociação por uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal.

A coordenação da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu neste domingo (12) às especulações envolvendo as negociações para ampliar sua base de apoio na corrida presidencial de 2026. Em nota oficial, a equipe do pré-candidato negou que exista qualquer acordo com o Republicanos que envolva uma futura indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) em troca de apoio político.

O comunicado foi assinado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da pré-campanha, e classifica como “absolutamente falsa” a informação de que o presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, teria sido incluído em uma negociação para ocupar uma cadeira no STF caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente da República. Segundo a coordenação, esse assunto “jamais foi objeto de qualquer conversa ou negociação”.

A manifestação ocorre em meio às articulações para ampliar o arco de alianças do PL, que busca consolidar apoios de partidos do campo conservador para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

Coordenação rejeita troca de apoio por cargos

Na nota, a equipe do senador enfatiza que as conversas com outras legendas são conduzidas com base em afinidades políticas e programáticas, descartando qualquer tipo de negociação envolvendo cargos ou indicações para outros Poderes da República.

De acordo com o texto, a construção de uma eventual coalizão nacional ocorre “pela convergência de princípios” e pelo compromisso com propostas comuns, e não por meio de acordos relacionados à distribuição de espaços institucionais.

A coordenação também destaca que futuras alianças terão como foco temas considerados prioritários pelo grupo político, entre eles:

  • combate à violência;
  • enfrentamento da pobreza;
  • defesa das liberdades individuais;
  • fortalecimento das instituições democráticas;
  • combate ao que o grupo classifica como perseguição política.

Republicanos segue como aliado em potencial

Apesar de negar qualquer negociação envolvendo o STF, a nota deixa claro que o Republicanos continua sendo considerado um aliado importante na estratégia eleitoral do PL.

Segundo a coordenação, existe disposição para que as duas legendas caminhem juntas tanto na disputa presidencial quanto em palanques estaduais durante as eleições de 2026, desde que haja alinhamento político e programático.

Nos últimos dias, dirigentes das duas siglas intensificaram conversas sobre possíveis alianças em diversos estados. Reportagens anteriores apontaram que PL e Republicanos discutem apoio mútuo em disputas para governos estaduais e para o Senado em unidades da federação como Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Roraima e Minas Gerais.

Flávio amplia articulações após apoio de Bolsonaro

A nota também é divulgada em um momento de forte movimentação política da pré-campanha de Flávio Bolsonaro.

No sábado (11), o senador apresentou uma carta assinada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, na qual foi definido como seu “porta-voz” e apontado como o nome escolhido para representar o projeto político bolsonarista na eleição presidencial de 2026.

O documento foi interpretado como um gesto de fortalecimento da candidatura de Flávio após dias de turbulência provocados pela crise pública envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e disputas internas dentro do Partido Liberal.

Desde então, lideranças da direita passaram a defender maior unidade em torno do senador, enquanto adversários, como o pré-candidato Ronaldo Caiado (PSD), classificaram a necessidade da carta como um sinal de fragilidade política.

Com a negativa oficial sobre qualquer acordo relacionado ao Supremo Tribunal Federal, a coordenação da pré-campanha busca afastar rumores de negociações envolvendo futuras indicações ao Judiciário e reforçar a narrativa de que a construção das alianças eleitorais ocorre com base em afinidades políticas, e não em compromissos institucionais.

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