Randolfe Rodrigues agradece aos eleitores do Amapá após derrota nas urnas e reafirma apoio a Lula

Randolfe Rodrigues agradece aos eleitores do Amapá após derrota nas urnas e reafirma apoio a Lula

Senador reconheceu o resultado da eleição, agradeceu os mais de 163 mil votos recebidos e cumprimentou os novos representantes do Amapá no Senado e no governo estadual

O senador Randolfe Rodrigues (PT) se pronunciou após o resultado das eleições de 2026 no Amapá e agradeceu aos eleitores que apoiaram sua candidatura à reeleição. Apesar de não conseguir permanecer no Senado Federal, Randolfe destacou a votação recebida, o apoio encontrado durante a campanha e afirmou que continuará atuando politicamente em defesa do estado e da democracia.

Com 100% das urnas apuradas, Randolfe terminou a disputa pelo Senado em terceiro lugar, com 163.857 votos, equivalentes a 18,55% dos votos válidos. As duas vagas foram conquistadas por Rayssa Furlan (Podemos), com 264.799 votos (29,98%), e Lucas Barreto (PSD), com 213.948 votos (24,22%).

A derrota encerra, pelo menos a partir de 2027, a presença de Randolfe no Senado, onde estava desde 2011. Atualmente, ele também ocupava a função de líder do governo Lula no Congresso Nacional.

Agradecimento aos eleitores

Em uma mensagem divulgada após o resultado, Randolfe agradeceu a confiança dos amapaenses e destacou os mais de 150 mil votos obtidos.

O senador também fez questão de mencionar a recepção encontrada durante a campanha, citando as visitas realizadas pelo estado, o contato com moradores e as manifestações de apoio que recebeu ao longo da disputa.

A declaração representou o reconhecimento do resultado eleitoral e uma tentativa de marcar o encerramento da campanha com uma mensagem de respeito aos eleitores.

Randolfe afirmou ainda que guarda com importância o carinho recebido durante a caminhada eleitoral e que considera o relacionamento construído com a população parte fundamental de sua trajetória política no Amapá.

“Ao vencedor não cabe a soberba; ao derrotado, não cabe o ódio”

Um dos principais trechos da manifestação de Randolfe foi justamente a defesa do respeito ao resultado das urnas.

Segundo o senador:

“Na democracia, ao vencedor não cabe a soberba; ao derrotado, não cabe o ódio.”

A frase foi utilizada para destacar a necessidade de aceitar a decisão dos eleitores e manter o respeito pelo processo democrático.

Mesmo derrotado, Randolfe evitou transformar o resultado em confronto com os adversários e cumprimentou os políticos que conquistaram as vagas em disputa.

Randolfe cumprimenta os eleitos

O petista parabenizou Antônio Furlan, eleito governador do Amapá, e também os dois novos representantes do estado no Senado, Rayssa Furlan e Lucas Barreto.

Rayssa Furlan conquistou a primeira vaga com 29,98% dos votos. Médica e esposa de Antônio Furlan, ela disputava novamente uma cadeira no Senado depois de ter obtido uma votação expressiva em 2022.

Lucas Barreto, por sua vez, conseguiu a reeleição para o Senado com 24,22%. Ele já ocupa uma cadeira na Casa desde 2019 e seguirá representando o Amapá por mais oito anos.

Randolfe desejou sucesso aos eleitos e afirmou esperar que todos trabalhem pelo desenvolvimento do estado.

Uma disputa que alterou o mapa político do Amapá

O resultado também representa uma mudança importante na política amapaense.

Randolfe era uma das principais figuras políticas do estado e construiu uma trajetória nacional marcada pela atuação no Senado e pela participação em debates de grande repercussão.

Ele teve papel de destaque como vice-presidente da CPI da Covid, em 2021, e posteriormente passou a ocupar uma posição de proximidade com o governo Lula, tornando-se líder do governo no Congresso. Também defendeu pautas como o fim da escala 6×1 e a exploração sustentável de petróleo na região da Bacia da Foz do Amazonas.

Nas eleições de 2026, entretanto, os eleitores escolheram outros dois nomes para ocupar as vagas que estavam em disputa.

O resultado final ficou assim:

  • Rayssa Furlan (Podemos): 264.799 votos — 29,98%
  • Lucas Barreto (PSD): 213.948 votos — 24,22%
  • Randolfe Rodrigues (PT): 163.857 votos — 18,55%
  • Acácio Favacho (MDB): 131.321 votos — 14,87%
  • Alliny Serrão (União): 85.540 votos — 9,68%
  • Capi (PSB): 19.380 votos — 2,19%

Os demais candidatos ficaram abaixo de 1%.

O reconhecimento de uma derrota eleitoral

Apesar da derrota, Randolfe procurou destacar aquilo que considera realizações de sua trajetória política.

Durante a própria campanha, antes da votação, ele havia apresentado como marcas de sua atuação temas como a regularização de direitos de trabalhadores amapaenses, a discussão sobre a exploração de petróleo na região e o fim da escala 6×1.

Em declaração feita no domingo da eleição, Randolfe afirmou que aquele deveria ser um “dia de celebração” pelo que havia sido realizado e pelo que ainda poderia ser feito pelo estado.

Depois da apuração, contudo, o eleitorado apresentou outra resposta nas urnas.

A votação de Randolfe foi expressiva em números absolutos — mais de 163 mil votos —, mas insuficiente para colocá-lo entre os dois candidatos eleitos.

Apoio a Lula continua

Mesmo fora da disputa pelo Senado, Randolfe deixou claro que pretende continuar atuando politicamente.

Na mensagem aos eleitores, ele reafirmou seu apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República.

O senador afirmou que os próximos passos deverão envolver a defesa da democracia e o engajamento na campanha presidencial de Lula.

A declaração mostra que a derrota no Amapá não significa, para Randolfe, o encerramento de sua atuação política. Ao contrário, ele sinalizou que pretende continuar participando do debate nacional.

“O Amapá sempre foi e sempre será a minha causa”

Ao concluir sua mensagem, Randolfe reforçou sua ligação política com o estado.

O senador afirmou que continuará tendo o Amapá como sua principal causa e disse manter confiança no futuro da população amapaense.

A declaração também procurou separar o resultado eleitoral de sua relação pessoal e política com o estado. Embora os eleitores tenham escolhido Rayssa Furlan e Lucas Barreto para as duas vagas disponíveis, Randolfe afirmou que continuará acompanhando a realidade amapaense.

A derrota eleitoral, portanto, não foi tratada por ele como abandono da política.

O eleitor decidiu

O resultado de 2026 deixa uma mensagem clara sobre a dinâmica das eleições: nenhum mandato é automaticamente renovado.

Randolfe Rodrigues chegou à disputa com uma longa trajetória política, experiência no Senado e posição de destaque no governo federal. Ainda assim, terminou a eleição em terceiro lugar e não conseguiu uma das duas vagas disponíveis.

A votação também mostrou a força de novos arranjos políticos no Amapá, com Rayssa Furlan e Lucas Barreto assumindo as duas cadeiras em disputa.

Para Randolfe, resta agora agradecer os mais de 163 mil eleitores que escolheram seu nome, reconhecer a decisão das urnas e definir os próximos passos de sua trajetória.

Ao fazer isso, o senador adotou uma postura de reconhecimento do resultado e reafirmou que continuará participando da política nacional, inclusive na campanha de Lula.

No Amapá, porém, a decisão já foi tomada: a partir de 2027, Randolfe Rodrigues deixa o Senado, enquanto Rayssa Furlan e Lucas Barreto passam a representar o estado na Casa.

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