
Relator da CPMI do INSS desiste de visitar Bolsonaro para manter imparcialidade
Deputado Alfredo Gaspar abre mão de encontro com ex-presidente em prisão domiciliar para evitar questionamentos sobre sua atuação na comissão
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil), decidiu não visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar, mesmo após ter solicitado autorização ao ministro do STF Alexandre de Moraes. A decisão, anunciada nesta quinta-feira (23), busca preservar a imparcialidade do parlamentar na investigação sobre descontos irregulares em aposentadorias e pensões.
“Infelizmente, enquanto estiver na relatoria não poderei ir, mas o presidente Bolsonaro tem minha solidariedade e respeito. Estou buscando fazer uma investigação séria e com resultados”, declarou Gaspar à CNN.
O deputado explicou que a visita havia sido solicitada antes de assumir a relatoria, com o objetivo de dialogar sobre o cenário político em Alagoas. Entretanto, ao assumir a função de relator da comissão, optou por adiar o encontro para evitar qualquer questionamento sobre sua atuação.
Gaspar comunicou formalmente a desistência ao ministro Moraes, afirmando que, concluídos os trabalhos da CPMI, pretende reagendar a visita por meio do advogado de defesa de Bolsonaro. “Sendo assim, e visando evitar qualquer ilação quanto à minha atuação na CPMI do INSS, solicitarei novamente o agendamento da visita após o término da comissão”, declarou no documento oficial.
A decisão do deputado reforça a importância de manter a neutralidade em investigações sensíveis, mesmo diante da pressão política e da presença de figuras de destaque como o ex-presidente.