Vereadora do PL denuncia assédio durante podcast após fala explícita de participante: “Ultrapassou todos os limites”

Vereadora do PL denuncia assédio durante podcast após fala explícita de participante: “Ultrapassou todos os limites”

Eduarda Campopiano relata constrangimento ao vivo, cobra igualdade no tratamento de casos de assédio e promete medidas judiciais após episódio em debate transmitido na internet

A vereadora Eduarda Campopiano afirmou ter sido vítima de assédio durante a participação em um podcast exibido nas redes sociais. O episódio aconteceu durante um debate no RedCast, que reuniu mulheres identificadas como cristãs e participantes ligadas a movimentos feministas e esotéricos.

A discussão ganhou forte repercussão após uma das convidadas, identificada como Savani Shakti, dirigir uma frase de teor sexual à parlamentar. Durante o programa, a participante declarou: “Eu te chuparia toda, garota”, provocando reação imediata de indignação da vereadora.

Segundo Eduarda, o ambiente do debate rapidamente deixou de ser uma troca de ideias para se transformar em um espaço de ataques pessoais, constrangimento e intimidação pública. A parlamentar afirmou que se sentiu humilhada diante das câmeras e revelou que cogitou abandonar o estúdio antes do fim da gravação.

“Se fosse um homem, a reação seria outra”, diz vereadora

Após a repercussão do vídeo, Eduarda usou as redes sociais para desabafar e criticar o que considera um tratamento desigual quando casos de assédio envolvem mulheres como autoras.

De acordo com ela, a situação teria sido tratada de forma completamente diferente caso o comentário tivesse sido feito por um homem contra uma mulher em um programa transmitido ao vivo.

A vereadora declarou que o episódio ultrapassou qualquer limite aceitável de respeito e afirmou que assédio não pode ser relativizado por posicionamento ideológico, orientação sexual ou gênero de quem pratica a ação.

Ela também criticou o comportamento da participante ao dizer que a tentativa de constrangimento ocorreu justamente em um debate sobre valores, religião e feminismo.

Debate virou cenário de ataques e tensão ao vivo

O programa reunia mulheres com visões opostas sobre política, religião e costumes. Durante vários momentos da transmissão, o clima ficou tenso, com interrupções, provocações e discussões acaloradas.

Segundo relatos publicados pela própria vereadora, as investidas verbais teriam acontecido repetidamente ao longo da gravação, causando desconforto crescente.

Eduarda afirmou que o episódio não pode ser tratado como “brincadeira” ou “exagero de internet”, defendendo que situações constrangedoras precisam ser encaradas com a mesma seriedade independentemente de quem seja a vítima.

Parlamentar promete acionar a Justiça

A vereadora informou que pretende buscar medidas legais contra a participante responsável pela fala. Segundo ela, existem limites claros entre liberdade de expressão e assédio verbal.

Eduarda também reforçou que mulheres podem, sim, ser vítimas de outras mulheres e disse que o debate público não pode normalizar comportamentos abusivos apenas porque ocorreram em um ambiente de entretenimento digital.

A repercussão do caso gerou intensa divisão nas redes sociais. Enquanto apoiadores da parlamentar classificaram a fala como assédio explícito e desrespeitoso, outros internautas minimizaram o episódio, tratando a declaração como ironia ou provocação de debate.

Mesmo diante das divergências, o caso reacendeu discussões sobre limites em podcasts políticos, exposição pública, respeito durante debates e a banalização de falas de cunho sexual em transmissões online.

Caso amplia debate sobre respeito e limites em podcasts políticos

Nos últimos anos, programas transmitidos pela internet passaram a misturar entretenimento, militância política e confrontos ideológicos em busca de audiência e repercussão. O episódio envolvendo Eduarda Campopiano agora entra para a lista de polêmicas que levantam questionamentos sobre até onde vai a liberdade em debates públicos e quando comentários passam a configurar humilhação ou assédio.

A discussão também reforça um tema cada vez mais presente no ambiente político e digital: a necessidade de coerência no combate a práticas abusivas, independentemente de quem esteja envolvido.

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