Lula anuncia que continuará visitando obras durante o defeso eleitoral e volta a criticar gestão Bolsonaro

Lula anuncia que continuará visitando obras durante o defeso eleitoral e volta a criticar gestão Bolsonaro

Presidente afirma que restrições da legislação eleitoral impedem inaugurações e anúncios de programas, mas diz que seguirá percorrendo o país para acompanhar projetos federais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (3) que continuará viajando pelo país para acompanhar obras e projetos do governo federal, mesmo com o início do período de restrições da legislação eleitoral, conhecido como defeso eleitoral, que começa neste sábado (4).

Pelas regras eleitorais, candidatos e agentes públicos ficam impedidos de participar de inaugurações de obras, lançar programas ou realizar atos que possam caracterizar promoção eleitoral com uso da máquina pública nos três meses que antecedem o primeiro turno das eleições.

Durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, Lula afirmou que, embora não possa mais inaugurar obras, continuará realizando visitas técnicas aos empreendimentos em andamento.

“Embora eu não possa inaugurar, eu vou visitar muitas coisas que eu ainda tenho que visitar”, declarou o presidente.

O evento marcou a última grande agenda de entregas do governo antes do início das restrições eleitorais e reuniu ministros, secretários e autoridades em diversas cidades do país. A programação foi transmitida simultaneamente para diferentes estados, onde integrantes do governo participaram de entregas e anúncios nas áreas de saúde, educação e habitação.

Ao longo de aproximadamente duas horas e cinquenta minutos de cerimônia, o governo anunciou a inauguração de dez novos campi de institutos federais, investimentos de R$ 464,8 milhões para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a entrega de 1.619 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, beneficiando 6.476 pessoas em seis estados.

Entre as autoridades presentes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Educação Leonardo Barchini, o ministro da Saúde Alexandre Padilha, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social Wellington Dias, o ministro das Cidades Vladimir Lima e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência Guilherme Boulos.

Também participaram aliados que são apontados como pré-candidatos nas eleições de 2026, como Marina Silva, cotada para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo, Arthur Lira, que deve concorrer ao Senado por Alagoas, e Márcio Macêdo, pré-candidato à Câmara dos Deputados por Sergipe.

Durante seus discursos, Lula voltou a fazer críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ao comentar políticas habitacionais, afirmou que famílias não receberam as moradias prometidas pelo programa Casa Verde e Amarela, criado durante a gestão anterior, e defendeu a retomada do Minha Casa, Minha Vida.

O presidente também argumentou que investimentos em educação, saúde e habitação não devem ser tratados como despesas, mas como investimentos públicos. Segundo Lula, esperar por sobra de recursos para ampliar essas áreas significaria adiar políticas consideradas essenciais pelo governo.

Com o início do defeso eleitoral, Lula ficará impedido de participar de inaugurações oficiais e de anunciar novos programas federais até o período eleitoral. Ainda assim, afirmou que pretende manter uma agenda de viagens para acompanhar o andamento de obras e projetos em diferentes regiões do país, respeitando os limites estabelecidos pela legislação eleitoral.

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