
đž Lula solta o cofre: governo libera R$ 21 bilhĂ”es e respira aliviado com vitĂłria no STF
ApĂłs decisĂŁo favorĂĄvel sobre o IOF, Planalto descongela verba bilionĂĄria e se anima com a promessa de zerar o dĂ©ficit em 2025 â pelo menos no papel.
O governo Lula resolveu destravar o cofre e liberou nada menos que R$ 20,6 bilhĂ”es do Orçamento Federal de 2025. A boa notĂcia veio no relatĂłrio bimestral de receitas e despesas divulgado nesta terça-feira (22), onde a equipe econĂŽmica mostrou que, com a ajuda do Supremo Tribunal Federal, conseguiu abrir espaço para respirar.
Esse alĂvio nos nĂșmeros se deve, em grande parte, a uma decisĂŁo recente do STF que garantiu ao governo a arrecadação do IOF (Imposto sobre OperaçÔes Financeiras). Com a vitĂłria na Justiça, o governo conseguiu manter essa importante fonte de receita e, com isso, se animou a liberar os recursos que estavam congelados.
Na prĂĄtica, esse valor descongelado volta a circular â pode ser usado para investimentos, custeio da mĂĄquina pĂșblica ou, com sorte, atĂ© para atender alguma demanda social. Ă uma espĂ©cie de âsinal verdeâ num cenĂĄrio em que a promessa oficial continua sendo ousada: fechar 2025 com as contas pĂșblicas zeradas, ou seja, sem dĂ©ficit.
Essa liberação Ă© vista como uma tentativa do governo de mostrar compromisso com a responsabilidade fiscal, mesmo diante de crĂticas sobre o aumento de gastos em ĂĄreas diversas. A medida tambĂ©m dĂĄ fĂŽlego polĂtico ao Planalto em meio Ă s negociaçÔes com o Congresso.
O relatĂłrio divulgado Ă© parte do controle exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que obriga o governo a revisar o comportamento das receitas e despesas a cada dois meses. E neste terceiro relatĂłrio do ano, o saldo foi positivo â ou, ao menos, menos preocupante.
Com essa manobra, Lula e sua equipe econĂŽmica esperam mostrar que Ă© possĂvel manter os compromissos sociais e, ao mesmo tempo, acenar para o mercado com responsabilidade. Mas, como sempre no Brasil, entre o nĂșmero no papel e o dinheiro no caixa, tem muito chĂŁo pela frente.