🚹 Tarde de tensĂŁo em ParaisĂłpolis: PM Ă© baleado no pescoço durante abordagem e tem arma roubada

🚹 Tarde de tensĂŁo em ParaisĂłpolis: PM Ă© baleado no pescoço durante abordagem e tem arma roubada

Sozinho em meio a dois criminosos, policial tentou reagir, mas levou tiro à queima-roupa; comunidade vive clima de apreensão enquanto polícia caça suspeitos.

O fim da tarde de quinta-feira, em ParaisĂłpolis, foi marcado por correria, sirenes e medo. Durante uma perseguição, o cabo da PolĂ­cia Militar Johannes Santana acabou encurralado por dois criminosos armados. Em segundos, o que era para ser uma abordagem de rotina se transformou em uma cena de violĂȘncia brutal.

O policial, que patrulhava a regiĂŁo com sua equipe, se separou do colega ao seguir uma moto suspeita. Os dois ocupantes eram apontados como responsĂĄveis por uma sequĂȘncia de assaltos em Santo Amaro. Ao entrar na comunidade, o PM acabou ficando sozinho e foi cercado.

Na tentativa de conter um dos suspeitos, usou uma arma de choque — mas não adiantou. Enquanto um dos criminosos tentava libertar o comparsa, o outro encostou o revólver no pescoço do policial e atirou à queima-roupa. Caído no chão, Johannes ainda viu sua arma ser levada antes que os agressores fugissem.

Mesmo ferido, ele conseguiu pedir socorro e se manter consciente até a chegada do helicóptero Águia, que o levou ao Hospital das Clínicas. Segundo os médicos, ele quebrou uma vértebra da coluna, mas, por enquanto, seus movimentos não foram afetados. Conseguiu até falar com a esposa para tranquilizå-la.

Imagens gravadas por moradores mostram o momento do disparo, com vozes assustadas reagindo ao ataque. Logo apĂłs o crime, a PolĂ­cia Militar fechou ruas e reforçou o patrulhamento na comunidade. O caso foi registrado no 89Âș DP, e as buscas pelos envolvidos seguem intensas.

A tensão se espalhou pelo bairro. Muitos moradores, lembrando de outros episódios violentos, temem represálias e preferem não ficar nas ruas à noite. “Se ele tivesse morrido aqui, a situação estaria muito pior”, comentou um deles, em voz baixa.

Enquanto isso, televisÔes nos bares e mercearias exibiam programas policiais que, mais uma vez, tinham Paraisópolis como cenårio.

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