Açougueiro é preso após atacar três colegas com faca dentro de supermercado Assaí em Jundiaí

Açougueiro é preso após atacar três colegas com faca dentro de supermercado Assaí em Jundiaí

Suspeito foi preso em flagrante após ferir funcionários durante o expediente; Polícia Civil investiga motivação do ataque e tenta esclarecer todas as circunstâncias do caso

Um ataque ocorrido dentro de uma unidade do Assaí Atacadista, em Jundiaí, no interior de São Paulo, terminou com três funcionários feridos e um açougueiro preso em flagrante. O caso aconteceu na tarde de segunda-feira (3) e mobilizou equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O suspeito foi identificado como Manoel Avelino da Silva, de 48 anos, funcionário do setor de açougue da unidade localizada na Avenida União dos Ferroviários.

Segundo a investigação, ele atacou colegas de trabalho utilizando uma faca durante o expediente.

Ataque ocorreu dentro da unidade

De acordo com o boletim de ocorrência, o ataque aconteceu por volta das 16 horas, enquanto funcionários desempenhavam suas atividades normalmente.

A Polícia Militar foi acionada após relatos de que um colaborador havia iniciado uma sequência de agressões com uma faca.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o suspeito ainda com a arma utilizada no ataque.

Ele foi imediatamente detido e conduzido à delegacia.

Três funcionários ficaram feridos

As vítimas têm 25, 28 e 37 anos, conforme informações divulgadas pelas autoridades.

Os funcionários sofreram ferimentos provocados pelos golpes de faca e receberam atendimento médico logo após o ataque.

Segundo o Assaí Atacadista, todos foram socorridos rapidamente e encaminhados para unidades hospitalares.

A empresa informou posteriormente que os colaboradores permanecem fora de risco e apresentam quadro de saúde estável.

Ameaças antes do ataque

O boletim de ocorrência relata que Manoel teria ameaçado matar colegas de trabalho antes das agressões.

Segundo os investigadores, as ameaças teriam sido dirigidas diretamente a pelo menos duas das vítimas.

A Polícia Civil busca confirmar se essas ameaças eram de conhecimento de outros funcionários e se houve registros anteriores de conflitos dentro da empresa.

Suspeito alegou perseguição

Durante o interrogatório, Manoel afirmou que acreditava estar sendo perseguido pelos colegas de trabalho.

Segundo informações obtidas junto às autoridades, ele declarou que pretendia atacar justamente os funcionários que, em sua visão, seriam responsáveis pelas provocações sofridas no ambiente profissional.

Fontes ligadas à investigação também informaram que o suspeito teria mencionado episódios de bullying e constrangimentos no trabalho.

Há relatos de que ele teria afirmado desejar atingir o maior número possível de pessoas.

Entretanto, essa declaração não consta formalmente no boletim de ocorrência e ainda será verificada pela Polícia Civil durante o inquérito.

Prisão em flagrante

Após ser detido, Manoel Avelino foi autuado em flagrante.

Inicialmente, a investigação trata o caso como tentativa de homicídio qualificado, considerando a gravidade do ataque.

A Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

Enquanto a decisão judicial é analisada, o suspeito permanece recolhido em uma unidade prisional da região de Jundiaí.

Investigação continua

Os investigadores trabalham para esclarecer diversos pontos do caso, entre eles:

  • a motivação exata do ataque;
  • se existiam conflitos anteriores entre o suspeito e as vítimas;
  • se houve denúncias internas sobre ameaças;
  • se outros funcionários também foram alvo das agressões;
  • o histórico funcional do investigado.

Imagens de câmeras de segurança da unidade também deverão ser analisadas para reconstruir toda a dinâmica do episódio.

Nota do Assaí Atacadista

Em nota oficial, o Assaí Atacadista confirmou a ocorrência e informou que está colaborando integralmente com as autoridades.

A empresa afirmou que:

  • os funcionários feridos receberam atendimento imediato;
  • o agressor foi contido e entregue à Polícia Militar;
  • as vítimas passam bem;
  • todas as informações solicitadas pela investigação serão disponibilizadas.

A rede também declarou que acompanha a recuperação dos colaboradores atingidos e presta assistência às famílias.

Próximos passos

O inquérito policial seguirá reunindo depoimentos das vítimas, testemunhas, funcionários da unidade e do próprio investigado.

A Polícia Civil também deverá analisar documentos internos da empresa e imagens de monitoramento para esclarecer a sequência dos fatos e definir a responsabilização criminal do suspeito.

Até a conclusão das investigações, as autoridades reforçam que a motivação do ataque ainda está sendo apurada oficialmente, embora os primeiros depoimentos indiquem que desentendimentos no ambiente de trabalho possam ter contribuído para o episódio.

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