
CPMI do INSS mira coordenador do PT após revelação de repasses suspeitos
Relator pede quebra de sigilo de Ricardo Bimbo depois de vir à tona que ele recebeu dinheiro de empresa investigada no esquema do INSS
O clima esquentou na CPMI do INSS. O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), decidiu pedir a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Ricardo Bimbo, que coordena o setor nacional de Tecnologia e Informação do PT.
O pedido veio logo depois de o Metrópoles revelar que o petista recebeu dinheiro de uma das empresas que estão no centro da investigação da chamada “Farra do INSS”.
A solicitação de Gaspar abrange o período de 1º de janeiro de 2019 a 11 de novembro de 2025, um intervalo longo o suficiente para levantar qualquer poeira escondida debaixo do tapete.
Segundo documentos do Coaf, a empresa ADS Soluções e Marketing enviou R$ 120 mil diretamente para a conta pessoal de Bimbo. E não para por aí: a mesma empresa também repassou R$ 8,29 milhões para uma empresa de tecnologia da qual ele é sócio. Números que chamam atenção até de quem já está acostumado com escândalos em Brasília.
No requerimento, Gaspar justificou o pedido afirmando que é preciso saber de onde veio o dinheiro, para onde foi e qual era o propósito real dessas movimentações, que ele classificou como “atípicas”. O relator também quer analisar se o patrimônio do petista bate com os rendimentos declarados e se há qualquer elo direto com o esquema de fraudes no INSS.
Além disso, outros integrantes da CPMI — como Kim Kataguiri, Adriana Ventura, Evair Vieira de Mello e Coronel Fernanda — também querem ouvir Bimbo pessoalmente, e já pediram sua convocação para depor.