
Jeffrey Chiquini faz história no Paraná e chega à Câmara com votação recorde
Advogado criminalista e estreante nas urnas, Chiquini supera marcas históricas, conquista mais de 425 mil votos e assume o desafio de representar o Paraná em Brasília — com a promessa de trabalhar por mudanças no sistema de Justiça
As eleições de 2026 produziram um dos resultados mais expressivos da história política do Paraná. Jeffrey Chiquini, do Novo, foi eleito deputado federal com 425.399 votos, tornando-se o candidato mais votado da história do estado para a Câmara dos Deputados. O resultado correspondeu a aproximadamente 6,8% dos votos válidos e foi conquistado justamente em sua primeira disputa eleitoral.
A votação colocou o advogado à frente de nomes já conhecidos da política paranaense e superou marcas que permaneciam como referência no estado.
O recorde anterior pertencia a Carlos Massa Ratinho Junior, atual governador do Paraná, que havia recebido 358.924 votos em 2010, quando disputou uma vaga de deputado federal. Em 2022, Deltan Dallagnol, também pelo Novo, havia chegado a 344.917 votos e estabelecido outra marca histórica. Chiquini passou pelos dois números com ampla vantagem.
O resultado não é apenas uma vitória pessoal. Ele representa a chegada à Câmara de um advogado que construiu sua projeção pública principalmente a partir da atuação profissional, da defesa de clientes em casos de grande repercussão e de posições firmes sobre o sistema de Justiça.
E agora começa a parte mais importante: transformar uma votação histórica em um mandato à altura da confiança recebida.
Quem é Jeffrey Chiquini
Jeffrey Chiquini da Costa, natural de Curitiba, é advogado criminalista e professor. Dados eleitorais apontam que ele tem 36 anos, é casado e pai de dois filhos. É advogado desde 2013, especialista em Direito Penal e Processo Penal e mestre em Direito Penal.
Antes de entrar na política eleitoral, Chiquini construiu sua carreira no Direito.
Foi justamente a atuação como advogado que o colocou no centro de alguns casos de grande repercussão nacional.
Um dos trabalhos que ampliaram sua projeção pública foi a defesa de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, em processos relacionados às investigações sobre a tentativa de golpe de Estado. Chiquini também atuou na defesa de outras pessoas conhecidas, entre elas o jogador Alef Manga e o ex-participante do reality show Diego Alemão.
A exposição desses casos ajudou a ampliar sua presença nas redes sociais e fez com que seu nome ultrapassasse o ambiente estritamente jurídico.
Foi nesse caminho que surgiu a possibilidade de entrar na política.
Do escritório de advocacia para Brasília
A decisão de disputar uma eleição ocorreu depois de uma trajetória profissional construída fora dos cargos eletivos.
Em 2025, Chiquini começou a avaliar publicamente a possibilidade de entrar na política e chegou a considerar uma candidatura ao Senado.
Em março de 2026, porém, definiu sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados pelo Novo.
O que aconteceu nas urnas foi muito maior do que simplesmente conquistar uma cadeira.
Chiquini recebeu uma votação que o colocou no topo da lista dos deputados federais do Paraná.
Mais de 425 mil paranaenses
O número impressiona.
Foram 425.399 votos.
Isso significa que centenas de milhares de eleitores decidiram colocar o nome de um advogado estreante entre os representantes do Paraná em Brasília.
O resultado também mostra que Chiquini conseguiu construir uma comunicação política capaz de alcançar um público muito maior do que aquele tradicionalmente ligado ao universo jurídico.
E existe uma mensagem importante nesse resultado: um candidato sem mandato anterior pode chegar ao Congresso e superar políticos que já possuem anos de carreira eleitoral.
A urna não perguntou quanto tempo o candidato tinha de política.
Perguntou quem o eleitor queria enviar para Brasília.
Uma vitória construída em torno do Direito
O principal diferencial da candidatura de Chiquini foi justamente sua trajetória profissional.
Ele não chegou à eleição apresentando-se como um político tradicional.
Chegou como advogado.
E utilizou sua experiência no Direito Penal e no funcionamento do sistema de Justiça como uma das bases de sua campanha.
Entre suas bandeiras estão propostas relacionadas a reformas no Judiciário, valorização da carreira da magistratura, educação, infraestrutura escolar, fortalecimento da economia e da indústria.
Também adotou uma postura crítica em relação ao que considera excesso de atuação do Supremo Tribunal Federal e ao chamado ativismo judicial.
É uma posição política que certamente produzirá debates em Brasília.
E talvez seja justamente esse o ponto que seus eleitores esperam: um advogado que não tenha medo de discutir o funcionamento das instituições.
“Para que o nosso país pare de perder tempo”
A frase que sintetiza o espírito da nova etapa pode ser justamente a ideia de que o Brasil precisa parar de desperdiçar tempo com conflitos institucionais permanentes e concentrar energia na solução de problemas concretos.
O país enfrenta desafios enormes em áreas como segurança pública, educação, infraestrutura, economia, burocracia, produtividade e funcionamento das instituições.
O Congresso não pode ser apenas um palco de discursos.
Precisa produzir leis, fiscalizar o Executivo e discutir mudanças estruturais.
Nesse sentido, a formação jurídica de Chiquini poderá ser um instrumento importante em sua atuação parlamentar.
O advogado que passou anos estudando legislação, processo penal e funcionamento do sistema de Justiça agora terá a oportunidade de participar diretamente da elaboração das normas que organizam o país.
O desafio de representar o Paraná
A partir de 1º de fevereiro de 2027, Jeffrey Chiquini assumirá seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados. O Paraná terá 30 representantes na nova legislatura.
E a responsabilidade será enorme.
Uma votação de 425 mil votos não é uma autorização para descansar.
É justamente o contrário.
Quanto maior a votação, maior a cobrança.
O eleitor que colocou Chiquini no topo da lista terá o direito de acompanhar suas propostas, seus votos, suas posições e sua atuação nas comissões da Câmara.
A expectativa será para que o novo deputado consiga transformar sua experiência como advogado em trabalho legislativo concreto.
Um Paraná politicamente renovado
A eleição de Chiquini também ocorre em um momento de renovação importante na representação paranaense.
Além dele, Guilherme Kilter, do Novo, terminou em segundo lugar, com 269.832 votos, seguido por Sargento Fahur, do PL, com 242.643.
Na sequência apareceram Ana Júlia, Beto Preto, Zeca Dirceu, Rosangela Moro, Aliel Machado, Renato Freitas e Delegado Matheus Laiola, entre os dez primeiros colocados.
O Paraná, portanto, terá uma bancada bastante diversificada ideologicamente.
O Novo conquistou quatro cadeiras, o PL cinco, o PT cinco, enquanto PSD e PP ficaram com quatro cada. União, Republicanos e Podemos conquistaram duas vagas cada; PV e MDB ficaram com uma cadeira.
Chiquini chega a esse grupo em posição de enorme visibilidade.
Foi o mais votado.
O recorde também aumenta a responsabilidade
É importante não transformar uma votação expressiva em cheque em branco.
O eleitor fez sua escolha.
Agora cabe ao parlamentar entregar resultado.
Chiquini terá quatro anos para mostrar se a experiência acumulada como advogado pode efetivamente ser convertida em uma atuação legislativa consistente.
O novo deputado terá de enfrentar temas complexos, negociar com diferentes bancadas e compreender que Brasília exige não apenas discursos fortes, mas também capacidade de articulação.
É nesse ponto que estará o verdadeiro teste.
A eleição foi vencida.
Agora começa o mandato.
O mérito de Jeffrey Chiquini
O mérito eleitoral de Chiquini merece ser destacado.
Ele entrou na disputa sem ter ocupado anteriormente um cargo eletivo e terminou como o deputado federal mais votado da história do Paraná.
Não é uma marca pequena.
Ele superou o recorde de Ratinho Junior, ultrapassou a votação histórica de Deltan Dallagnol e deixou para trás políticos com trajetórias eleitorais já consolidadas.
Além disso, conseguiu transformar sua experiência profissional e sua presença pública em uma candidatura competitiva.
Para um estreante, o resultado é expressivo.
Um advogado agora diante de outro tribunal: o eleitor
Existe uma ironia interessante na trajetória de Chiquini.
Durante anos, ele atuou nos tribunais defendendo seus clientes.
A partir de 2027, estará diante de outro tipo de julgamento: o julgamento permanente do eleitor.
Em Brasília, cada voto parlamentar poderá ser analisado.
Cada projeto poderá ser cobrado.
Cada promessa poderá ser confrontada com a realidade.
E esse acompanhamento será saudável para a democracia.
O mandato pertence ao eleitor.
A promessa de um político mais técnico
Durante a campanha, Chiquini apresentou-se como alguém que pretende levar conhecimento técnico para o Congresso e chegou a afirmar que gostaria de ser o “político mais técnico da história do Brasil”.
A declaração estabelece uma meta bastante alta.
Agora será preciso transformar essa promessa em prática.
Um político técnico precisa conhecer profundamente os temas que vota, estudar projetos, ouvir especialistas, compreender impactos econômicos e jurídicos e explicar ao eleitor por que tomou determinada decisão.
Se conseguir fazer isso, sua formação jurídica poderá ser um diferencial.
O Paraná pode esperar trabalho
O estado não precisa apenas de parlamentares que apareçam durante as eleições.
Precisa de representantes que estejam presentes durante os quatro anos.
Precisa de deputados que acompanhem recursos, obras, segurança, infraestrutura, agricultura, indústria, educação, saúde e desenvolvimento regional.
Precisa também de parlamentares dispostos a fiscalizar o poder público.
Essa é a responsabilidade que agora está diante de Jeffrey Chiquini.
A votação histórica abriu a porta.
O trabalho parlamentar é que definirá o tamanho de sua trajetória.
Parabéns, Jeffrey Chiquini
Aos 425.399 eleitores que confiaram em seu nome, fica registrada a dimensão dessa escolha.
E a Jeffrey Chiquini, fica o reconhecimento pela trajetória que o levou de advogado criminalista a deputado federal eleito com a maior votação da história do Paraná.
Parabéns, Jeffrey Chiquini.
Parabéns pela conquista.
Parabéns pelo recorde.
E, principalmente, parabéns pela responsabilidade de agora representar o Paraná no Congresso Nacional.
O estado lhe entregou uma votação histórica.
Agora começa o desafio de honrar essa confiança com trabalho, conhecimento jurídico, fiscalização, propostas e resultados.
Que Brasília seja o lugar onde essa experiência profissional se transforme em ação política.
Porque, para que o nosso país pare de perder tempo, o Brasil precisa de representantes dispostos a trabalhar, estudar, fiscalizar e enfrentar os problemas que realmente importam.
E Jeffrey Chiquini terá, a partir de 2027, a oportunidade de provar que sua chegada à Câmara não foi apenas um fenômeno eleitoral, mas o início de uma trajetória política capaz de deixar resultados concretos para o Paraná e para o Brasil.