
Celina Leão fica a apenas 168 votos da reeleição no 1º turno e enfrenta petista no DF
Governadora do PP terminou a primeira etapa com 49,93% dos votos válidos, 825.530 votos, e quase encerrou a disputa de forma antecipada; Leandro Grass, do PT, ficou em segundo com 34,47% e será o adversário no segundo turno
A eleição para o Governo do Distrito Federal terminou o primeiro turno com um resultado expressivo para a governadora Celina Leão (PP), mas também com uma reviravolta matemática que impediu a definição da disputa neste domingo (4).
Com 100% das urnas apuradas, Celina recebeu 825.530 votos, equivalentes a 49,93% dos votos válidos. Faltaram apenas 168 votos para que ela ultrapassasse a marca necessária para vencer a eleição já no primeiro turno.
O resultado colocou a governadora em uma posição de evidente vantagem para a segunda etapa da disputa, mas não foi suficiente para garantir matematicamente a reeleição. Com isso, o eleitorado do Distrito Federal voltará às urnas em 25 de outubro, quando Celina enfrentará o candidato do PT, Leandro Grass, que terminou a primeira rodada com 569.930 votos, ou 34,47% dos válidos.
Uma vitória que quase terminou no primeiro turno
O dado mais impressionante da votação de Celina Leão é justamente a pequena distância que a separou de uma vitória definitiva.
Para encerrar a disputa no primeiro turno, eram necessários 825.698 votos. Celina alcançou 825.530.
Ou seja: 168 votos separaram a governadora de uma reeleição imediata.
Em termos políticos, o resultado mostra uma candidatura que conseguiu concentrar praticamente metade dos votos válidos do Distrito Federal, deixando os adversários em uma distância considerável.
A própria diferença para o segundo colocado chama atenção. Celina terminou com 49,93%, enquanto Leandro Grass ficou com 34,47%. São aproximadamente 15,46 pontos percentuais de vantagem para a governadora.
A eleição, entretanto, exige agora uma nova rodada. O segundo turno será realizado em 25 de outubro.
Leandro Grass será o adversário
O segundo turno colocará frente a frente dois projetos políticos bastante distintos.
De um lado está Celina Leão, do PP, atual governadora e candidata à continuidade da administração distrital.
Do outro, Leandro Grass, do PT, professor, sociólogo e servidor público, que já exerceu mandato de deputado distrital e presidiu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Grass recebeu 569.930 votos, correspondentes a 34,47% dos votos válidos, garantindo a segunda colocação e, consequentemente, sua passagem para a etapa decisiva.
A composição das chapas também representa campos políticos diferentes. Celina tem como vice o ex-secretário-chefe da Casa Civil do DF, Gustavo Rocha (Republicanos). Grass tem como vice Dora Gomes (PV).
Paula Belmonte ficou em terceiro
A terceira colocação ficou com Paula Belmonte (PSDB), que alcançou 8,52% dos votos válidos.
Na sequência apareceram Kiko Caputo (Novo), com 4,36%, e Cappelli (PSB), com 2,23%.
A distribuição dos votos mostra que Celina conseguiu consolidar uma vantagem muito superior à dos demais concorrentes ainda no primeiro turno.
Agora, porém, os votos obtidos pelos candidatos que ficaram pelo caminho passam a ser um dos principais elementos da estratégia eleitoral das duas campanhas.
Celina liderou em praticamente todo o DF
O desempenho da governadora também não ficou restrito a uma região específica.
Levantamentos sobre a distribuição territorial dos votos mostram que Celina liderou em 17 zonas eleitorais do Distrito Federal.
Em Samambaia, por exemplo, ela obteve 55,40% dos votos válidos na zona eleitoral correspondente. Em Águas Claras, alcançou 48,24%; no Gama, 49,73%; e na região que reúne Lago Sul, Jardim Botânico e São Sebastião, chegou a 48,95%.
No Recanto das Emas, o desempenho também foi forte: 54,51% dos votos válidos.
Grass, por sua vez, teve desempenho particularmente forte em áreas centrais de Brasília, incluindo regiões como Asa Sul e Asa Norte, mostrando uma divisão territorial importante do eleitorado.
Esse mapa será fundamental no segundo turno.
Apoios políticos entram no centro da disputa
A candidatura de Celina também contou durante a campanha com o apoio de nomes importantes do campo da direita, entre eles Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro.
Para o segundo turno, a disputa no Distrito Federal passa a adquirir ainda maior importância dentro do cenário nacional. O DF é uma das unidades da Federação que não definiram o governador na primeira votação e terá nova disputa em 25 de outubro.
Do outro lado, Leandro Grass conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, transformando a eleição distrital em mais um confronto entre campos políticos nacionais.
O peso de uma diferença de apenas 168 votos
Politicamente, os 168 votos que faltaram para Celina Leão representam uma das peculiaridades mais marcantes da eleição de 2026.
Uma diferença mínima impediu que o Distrito Federal tivesse o resultado definido na noite de domingo.
Celina ficou a 0,07 ponto percentual da marca necessária para vencer no primeiro turno. A situação é tão apertada que, caso tivesse recebido 168 votos adicionais, a disputa teria sido encerrada naquela mesma noite.
É justamente por isso que o resultado pode ser interpretado de duas maneiras.
Para os aliados de Celina, os números representam uma demonstração de força: praticamente metade do eleitorado válido escolheu a atual governadora já na primeira votação.
Para os adversários, entretanto, existe uma segunda leitura: a eleição ainda não acabou e será necessário conquistar mais de metade dos votos válidos no segundo turno.
O segundo turno será uma nova eleição
Apesar da vantagem obtida por Celina, o segundo turno começa com uma nova contagem e uma nova batalha política.
Os votos de Paula Belmonte, Kiko Caputo, Cappelli e dos demais candidatos não são automaticamente transferidos para nenhuma das duas candidaturas.
Será necessário conquistar individualmente esses eleitores.
Além disso, os votos brancos e nulos também demonstram o tamanho do eleitorado que não escolheu nenhum dos concorrentes. No primeiro turno, foram registrados 74.774 votos em branco e 89.910 votos nulos, segundo o TSE.
Isso significa que a campanha terá mais 21 dias para tentar ampliar alianças, apresentar propostas, atacar as fragilidades do adversário e convencer os eleitores que ainda não estão definitivamente alinhados.
Uma disputa entre continuidade e mudança
A eleição do DF agora assume uma característica bastante clara.
Celina Leão tenta transformar a vantagem obtida no primeiro turno em uma vitória definitiva e permanecer à frente do Governo do Distrito Federal.
Leandro Grass tenta reverter a diferença e apresentar-se como alternativa ao atual governo.
O resultado de 4 de outubro mostrou uma liderança contundente de Celina, mas também deixou aberta a possibilidade de uma disputa competitiva no segundo turno.
A governadora chegou a praticamente cruzar a linha de chegada no primeiro turno. Faltaram somente 168 votos.
Agora, entretanto, não há espaço para comemoração antecipada.
Celina sai fortalecida, mas ainda precisa vencer
O resultado eleitoral é, sem dúvida, positivo para Celina Leão.
Chegar a 49,93% dos votos válidos e superar o segundo colocado por mais de 15 pontos percentuais demonstra força eleitoral e capacidade de mobilização.
Mas a democracia tem uma regra objetiva: sem mais de 50% dos votos válidos, a disputa não termina quando há segundo turno previsto.
Por isso, a eleição do Distrito Federal terá mais um capítulo.
No dia 25 de outubro, Celina Leão e Leandro Grass voltarão a disputar os votos dos eleitores brasilienses.
A governadora chega à segunda etapa com a vantagem numérica e política construída no primeiro turno. Grass chega como representante do PT e principal adversário da candidatura do PP.
A diferença de 168 votos que impediu a vitória antecipada transformou o DF em uma das disputas mais simbólicas do segundo turno de 2026.
Celina Leão quase venceu no primeiro turno. Agora terá que transformar os 49,93% em maioria absoluta.
E é justamente aí que começa a parte mais difícil da eleição.
Boa sorte à governadora Celina Leão nesta segunda etapa da disputa. O primeiro turno deixou um recado claro das urnas: ela chegou muito perto de resolver a eleição de uma vez. Agora, caberá ao eleitor do Distrito Federal decidir quem comandará o governo nos próximos anos.