Ex-BBBs enfrentam o “paredão” das urnas e ficam sem mandato em 2026

Ex-BBBs enfrentam o “paredão” das urnas e ficam sem mandato em 2026

Jean Wyllys, Adrilles Jorge, Matteus Amaral e Vivian Amorim tentaram transformar fama televisiva em votos, mas o eleitor não entregou a vaga

As eleições de 2026 colocaram quatro ex-participantes do Big Brother Brasil diante de um “paredão” bem diferente daquele da televisão: o das urnas. E, desta vez, nenhum deles conseguiu garantir uma cadeira no Legislativo.

Jean Wyllys, Adrilles Jorge, Matteus Amaral e Vivian Amorim entraram na disputa com diferentes trajetórias e propostas, mas terminaram fora das vagas disponíveis.

Jean Wyllys, que já havia sido deputado federal pelo Rio de Janeiro, tentou retornar à Câmara concorrendo por São Paulo pelo PT. Recebeu 18.073 votos e não foi eleito. Ele havia sido eleito em 2010 e reeleito em 2014 e 2018, mas não chegou a assumir o terceiro mandato após anunciar sua saída do país em 2019.

Adrilles Jorge, participante do BBB 15 e vereador eleito em São Paulo em 2024, tentou novamente chegar à Câmara dos Deputados. Pelo União Brasil, recebeu 26.694 votos, mas novamente ficou pelo caminho. Em 2022, ele já havia disputado uma vaga de deputado federal sem conseguir se eleger.

No Rio Grande do Sul, Matteus Amaral, conhecido como “Alegrete” e finalista do BBB 24, recebeu 51.437 votos pelo PP. A votação não foi suficiente para garantir uma cadeira, deixando-o na condição de suplente.

No Amazonas, Vivian Amorim, do União Brasil, estreou na política eleitoral disputando uma vaga de deputada estadual. A ex-BBB recebeu pouco mais de 10 mil votos, mas não alcançou uma das cadeiras disponíveis.

Há ainda um sexto nome relacionado ao BBB que aparece no balanço das candidaturas: Gyselle Soares, do BBB 8. Ela concorreria a deputada federal pelo PP no Piauí, mas renunciou à candidatura em setembro, portanto não chegou efetivamente a disputar a eleição. Lucas Penteado, do BBB 21, também tentou uma vaga de deputado federal por São Paulo pelo PT e recebeu 3.448 votos.

A fama ajuda, mas não vota sozinha

O resultado deixa uma lição simples: ser conhecido não significa necessariamente ser eleito.

Reality show pode proporcionar milhões de espectadores, seguidores e reconhecimento nacional. Mas a urna cobra algo diferente. Para conquistar um mandato, é necessário transformar notoriedade em confiança política.

E aí está a ironia das eleições: no BBB, o público decide quem permanece ou deixa a casa; na política, o eleitor decide quem recebe uma cadeira para representá-lo.

Desta vez, para os ex-BBBs derrotados, o “paredão” terminou sem imunidade, sem prova do líder e, principalmente, sem mandato.

No fim das contas, a fama pode abrir a porta da política. Quem decide se o candidato entra pela porta do Congresso, porém, continua sendo o eleitor.

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