
Maguinha Malta encerra disputa ao Senado com 761 mil votos e reafirma apoio a Pazolini
Em sua primeira eleição, candidata do PL alcançou 18,90% dos votos válidos, terminou em terceiro lugar e superou nomes experientes da política capixaba; após o resultado, agradeceu aos eleitores e afirmou que seguirá com os mesmos valores e compromisso com o Espírito Santo
A eleição para o Senado no Espírito Santo terminou com duas vagas definidas, mas também produziu um resultado expressivo para uma candidata que disputou uma eleição pela primeira vez. Maguinha Malta (PL) recebeu 761.722 votos, correspondentes a 18,90% dos votos válidos, e terminou a disputa em terceiro lugar.
Embora não tenha conquistado uma das duas cadeiras disponíveis, Maguinha terminou à frente de políticos com trajetórias eleitorais consolidadas no Estado, entre eles os senadores Fabiano Contarato (PT) e Marcos do Val (Avante), o deputado estadual e ex-prefeito de Colatina Sergio Meneguelli (PSD) e a ex-senadora Rose de Freitas (MDB).
O resultado colocou a candidata do PL no centro do debate político capixaba mesmo sem a eleição para o Senado. Foram mais de 761 mil votos em sua primeira disputa por um cargo eletivo, número que representa uma parcela significativa do eleitorado do Espírito Santo.
Uma estreia eleitoral com 761.722 votos
Maguinha Malta chegou à eleição de 2026 sem ter ocupado anteriormente um mandato eletivo.
Publicitária e musicista, ela é filiada ao PL desde 2011 e exerce a função de vice-presidente estadual da legenda no Espírito Santo. A candidatura ao Senado marcou sua estreia nas urnas como candidata a um cargo público.
O resultado final mostrou uma votação superior à obtida por diversos nomes que já haviam construído carreiras políticas no Estado.
Maguinha recebeu 761.722 votos, enquanto Fabiano Contarato terminou com 521.431 votos, equivalente a 12,94%. A diferença entre os dois foi de 240.291 votos.
Marcos do Val recebeu 167.900 votos, enquanto Sergio Meneguelli alcançou 301.897. Rose de Freitas ficou com 164.383 votos.
Ou seja, apesar de não ter alcançado uma das duas vagas, a candidata do PL terminou a eleição com uma votação expressiva e acima de vários adversários com experiência anterior em eleições e mandatos.
Casagrande e Evair conquistam as duas vagas
As duas cadeiras destinadas ao Espírito Santo foram conquistadas por Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos).
Casagrande recebeu 995.361 votos, equivalentes a 24,70% dos votos válidos.
Evair ficou em segundo lugar, com 982.978 votos, ou 24,39%.
Maguinha apareceu logo depois, com seus 761.722 votos e 18,90%.
A diferença entre Maguinha e Evair foi de 221.256 votos.
A disputa, portanto, mostrou três candidaturas concentrando uma parcela relevante da votação. Maguinha não conseguiu ultrapassar Evair para alcançar a segunda vaga, mas terminou muito à frente dos demais concorrentes.
O resultado ganha importância pela lista de adversários
Um dos pontos que mais chamaram atenção no desempenho de Maguinha foi justamente a quantidade de candidatos experientes que ficaram atrás dela.
Fabiano Contarato, que buscava a reeleição pelo PT, terminou em quarto lugar.
Sergio Meneguelli, que já havia exercido mandato de vereador e comandado a Prefeitura de Colatina, terminou em quinto.
Marcos do Val, senador em busca de novo mandato, ficou em sexto.
Rose de Freitas, que já havia sido senadora, deputada federal e deputada estadual, terminou em sétimo.
A classificação final foi:
- Renato Casagrande (PSB): 995.361 votos — 24,70%
- Evair de Melo (Republicanos): 982.978 votos — 24,39%
- Maguinha Malta (PL): 761.722 votos — 18,90%
- Fabiano Contarato (PT): 521.431 votos — 12,94%
- Sergio Meneguelli (PSD): 301.897 votos — 7,49%
- Marcos do Val (Avante): 167.900 votos — 4,17%
- Rose de Freitas (MDB): 164.383 votos — 4,08%
- Callegari (DC): 50.150 votos — 1,24%
- Professor Fabian (PSOL): 42.902 votos — 1,06%
- Leonardo Monjardim (Novo): 25.505 votos — 0,63%
- Rodney Miranda (PRTB): 15.698 votos — 0,39%.
No total, o Espírito Santo registrou 2.348.612 comparecimentos, com 21,39% de abstenção. Foram contabilizados 4.029.927 votos válidos na disputa pelas duas vagas ao Senado.
Maguinha agradece aos eleitores
Depois da divulgação do resultado, Maguinha publicou uma mensagem de agradecimento aos eleitores.
A candidata destacou que cada voto recebido representava uma história, um rosto e uma esperança, e afirmou sentir-se honrada pela confiança depositada em sua candidatura.
Ela também agradeceu às pessoas que a receberam durante a campanha, conversaram com ela nas ruas, participaram das atividades eleitorais, divulgaram sua candidatura e ajudaram na mobilização em diferentes municípios capixabas.
A mensagem teve forte presença de referências à fé e à família.
Maguinha afirmou que sua entrada na disputa não teria sido motivada por vaidade ou por um projeto pessoal, mas por aquilo que descreveu como um chamado de Deus.
Ao falar sobre seus pais, Magno Malta e Kátia Santos, também atribuiu a eles parte dos valores que levaram para sua vida pública e para a campanha eleitoral.
“Mesmos valores” depois das urnas
Apesar de não ter sido eleita, Maguinha afirmou que o resultado não muda os princípios que apresentou durante a campanha.
A candidata declarou que seguirá com a mesma fé, os mesmos valores e o compromisso com o Espírito Santo.
Essa posição é importante porque a campanha foi construída em torno de temas como família, liberdade, segurança e fé, bandeiras que a própria candidata apresentou ao eleitorado durante a disputa.
Na votação realizada em Vila Velha, antes da apuração, Maguinha havia afirmado estar com a consciência tranquila e que sua campanha havia sido conduzida sem esconder os valores que defendia.
O resultado, portanto, encerrou uma candidatura, mas não necessariamente encerra sua participação na política capixaba.
Apoio a Lorenzo Pazolini continua
Maguinha também segue politicamente envolvida na disputa pelo Governo do Espírito Santo.
Ela continuará apoiando Lorenzo Pazolini (Republicanos) no segundo turno.
Pazolini terminou o primeiro turno com 1.048.633 votos, correspondentes a 49,65% dos votos válidos, e enfrentará Ricardo Ferraço (MDB), que obteve 719.397 votos, ou 34,06%. O segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.
A própria campanha de Maguinha havia apresentado uma composição política que associava sua candidatura ao Senado à candidatura de Pazolini ao governo e à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
Agora, com a eleição para o Senado encerrada, a disputa pelo Palácio Anchieta passa a concentrar as atenções no Espírito Santo.
Uma campanha que não termina necessariamente com a derrota eleitoral
É importante separar duas coisas.
Maguinha não foi eleita senadora. As duas vagas foram conquistadas por Casagrande e Evair.
Mas também é fato que ela alcançou 761.722 votos em sua primeira eleição, terminou em terceiro lugar e deixou para trás candidatos que já haviam ocupado cargos importantes.
O resultado não lhe garante mandato, mas estabelece uma dimensão eleitoral que passa a fazer parte de sua trajetória política.
A política, afinal, não se resume ao resultado de uma única urna.
Uma candidatura pode não conquistar a cadeira disputada e, ainda assim, ampliar sua presença pública, construir uma base eleitoral e tornar-se uma referência dentro de seu grupo político.
No caso de Maguinha, a votação de 2026 passa a ser o principal indicador eleitoral de sua estreia.
O peso da família Malta
A candidatura também foi marcada pela presença de Magno Malta, senador pelo Espírito Santo e pai de Maguinha.
Durante a campanha, a relação familiar e política entre os dois foi evidente. Maguinha foi apresentada como integrante de uma família com longa atuação política no Estado e recebeu apoio de seu pai durante a disputa.
Ao agradecer pelos votos, ela fez questão de reconhecer os pais e relacionar a campanha aos valores familiares que afirmou carregar.
A candidatura, portanto, combinou uma trajetória política familiar já conhecida no Espírito Santo com uma estreia pessoal nas urnas.
O que os 761 mil votos representam
Os números permitem uma leitura objetiva do desempenho.
Maguinha não ficou próxima apenas dos demais candidatos. Ela alcançou quase um quinto de todos os votos válidos para o Senado no Espírito Santo.
Seus 18,90% foram suficientes para colocá-la 5,96 pontos percentuais à frente de Contarato, que ficou em quarto lugar.
Também ficou mais de 11 pontos percentuais à frente de Sergio Meneguelli e mais de 14 pontos à frente de Marcos do Val e Rose de Freitas.
É uma votação que, pela própria dimensão, coloca Maguinha como um nome a ser observado na política capixaba.
Isso não significa antecipar uma candidatura futura nem prever seu caminho político. Significa reconhecer o dado eleitoral concreto: 761.722 eleitores escolheram seu nome para uma das duas cadeiras do Espírito Santo no Senado.
Mérito pela campanha e pela votação
Independentemente do resultado final, há um dado que merece ser registrado: Maguinha conseguiu transformar sua primeira candidatura em uma votação de 761.722 votos.
Ela percorreu os 78 municípios do Espírito Santo durante a campanha, segundo seu próprio relato, e construiu uma candidatura que alcançou 18,90% dos votos válidos.
O resultado não foi suficiente para conquistar uma cadeira, mas foi suficiente para colocá-la à frente de políticos com mandatos e carreiras eleitorais anteriores.
Esse é o mérito objetivo da campanha.
A derrota eleitoral não apaga os votos recebidos, assim como uma vitória eleitoral não elimina a necessidade de avaliar o desempenho de um mandato.
Maguinha termina 2026 sem uma cadeira no Senado, mas com uma votação expressiva, uma base eleitoral identificável e uma posição política definida dentro do cenário capixaba.
O Espírito Santo agora olha para o segundo turno
Com o Senado decidido, a atenção do eleitorado capixaba se concentra na disputa pelo governo.
Pazolini e Ferraço voltam às urnas em 25 de outubro.
Maguinha já indicou de que lado estará nessa nova etapa: seguirá com Pazolini.
Assim, mesmo depois de encerrar sua própria disputa eleitoral, a candidata do PL permanece inserida na movimentação política do Estado.
A eleição de 2026 termina para Maguinha com uma derrota formal no Senado, mas também com uma marca eleitoral expressiva.
Foram 761.722 votos.
Mais de setecentas mil pessoas escolheram seu nome.
E, ao invés de transformar o resultado em silêncio ou abandonar o cenário político, Maguinha agradeceu aos eleitores, reafirmou seus valores e declarou que continuará comprometida com o Espírito Santo.
A próxima etapa será o segundo turno para o Governo do Estado.
Maguinha Malta não conquistou uma cadeira no Senado, mas encerrou sua primeira eleição com uma votação que a coloca entre os nomes relevantes do atual cenário político capixaba.