
Justiça solta segundo suspeito de envolvimento em tentativa de envio de 400 kg de cocaína pelo Aeroporto de Guarulhos
Homem havia sido preso pela Polícia Militar após ser localizado em um lava-rápido; Polícia Federal continua investigando possível participação dele em esquema internacional de tráfico
A Justiça Federal de Guarulhos determinou a soltura do segundo suspeito preso por suposta participação em uma tentativa de enviar cerca de 400 quilos de cocaína para a Europa pelo Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
A decisão ocorre enquanto a Polícia Federal continua reunindo provas para esclarecer o papel do homem dentro da organização criminosa investigada. Segundo a apuração, os investigadores ainda acreditam que ele possa ter envolvimento no esquema, mas consideraram necessário obter mais elementos antes de manter a prisão.
O primeiro suspeito preso no caso, um operador de trator que aparece em imagens conduzindo integrantes da quadrilha pela área restrita do aeroporto, continuará detido.
Suspeito foi encontrado escondido em lava-rápido
O homem que teve a prisão revogada havia sido localizado pela Polícia Militar escondido em um cômodo de um lava-rápido em Guarulhos.
Segundo a PM, a identificação ocorreu após análise de imagens de câmeras de segurança que mostraram uma Toyota Hilux branca deixando a região do Terminal 3 do aeroporto em alta velocidade após a tentativa de fuga.
O veículo foi encontrado pouco depois estacionado no estabelecimento.
No local, os policiais abordaram uma adolescente de 17 anos que estava próxima à caminhonete. Inicialmente, ela teria apresentado versões diferentes sobre o motivo de estar ali, mas depois informou que acompanhava o tio e indicou onde ele estava escondido.
Com o suspeito, foram apreendidos:
- a chave da caminhonete;
- dois celulares;
- R$ 1.061 em dinheiro;
- US$ 2.
Suposta confissão sobre transporte da droga
Segundo a Polícia Militar, o homem teria afirmado que sua função era transportar a cocaína de um bairro de Guarulhos até a região próxima ao aeroporto.
Ainda conforme o relato policial, a droga era escondida em estruturas como dutos de água e depois recolhida por outros integrantes da quadrilha, que seriam responsáveis por levar o material até a área restrita e colocá-lo nas aeronaves.
O suspeito teria declarado que recebia aproximadamente R$ 50 mil por cada caixa de cocaína entregue para embarque.
A polícia informou também que ele apresentou vídeos armazenados no celular que, segundo sua própria versão, mostrariam operações anteriores de transporte e envio da droga.
Operação terminou com troca de tiros
A tentativa de envio da cocaína aconteceu na tarde de sexta-feira (31). A Polícia Federal interceptou a movimentação dos criminosos próximo à cabeceira da pista do aeroporto.
Durante a fuga, houve troca de tiros entre agentes federais e suspeitos armados. Nenhum policial ou civil ficou ferido.
A droga estava distribuída em:
- cinco malas que já haviam sido colocadas dentro de uma aeronave com destino à Europa;
- quatro caixas abandonadas pelos criminosos durante a fuga.
As investigações apontam que pelo menos dez pessoas podem ter participado da ação, incluindo um funcionário terceirizado do aeroporto suspeito de facilitar a entrada da droga na área restrita.
Investigação continua
Mesmo com a soltura do segundo suspeito, a Polícia Federal mantém a investigação para identificar todos os envolvidos, entender a estrutura financeira da organização e descobrir como o grupo conseguiu acessar áreas controladas do aeroporto.
O caso é tratado como uma investigação de tráfico internacional de drogas e organização criminosa, com possível atuação de uma rede especializada no envio de cocaína para mercados internacionais.
A PF segue analisando imagens de segurança, celulares apreendidos e depoimentos para localizar outros integrantes da quadrilha.