Lindbergh aciona até a Interpol por filme sobre Bolsonaro e vira alvo de críticas nas redes

Lindbergh aciona até a Interpol por filme sobre Bolsonaro e vira alvo de críticas nas redes

Deputado do PT pede investigação internacional sobre financiamento de cinebiografia de Bolsonaro e reforça imagem de “fiscal permanente” da oposição

Enquanto o Brasil enfrenta problemas reais na economia, segurança pública e infraestrutura, o deputado federal Lindbergh Farias voltou ao centro das polêmicas ao decidir ampliar sua cruzada política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro — desta vez envolvendo até a Interpol.

O parlamentar do PT enviou ofícios à Polícia Federal e à organização internacional solicitando cooperação entre países para investigar o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia inspirada na trajetória política de Bolsonaro. O pedido inclui apuração sobre movimentações financeiras, empresas estrangeiras e possíveis investidores ligados à produção do longa.

Nos bastidores de Brasília, a movimentação provocou ironias até entre parlamentares. Isso porque, para muitos críticos, Lindbergh parece transformar qualquer assunto relacionado a Bolsonaro em uma nova operação política internacional. Nas redes sociais, usuários ironizaram dizendo que “todo dia nasce uma nova investigação”, enquanto outros apelidaram o deputado de “inspetor-geral da oposição”.

Segundo o documento enviado pelo petista, reportagens apontariam que empresas sediadas nos Estados Unidos, Holanda e Hungria poderiam ter participado da estrutura financeira do projeto cinematográfico. Lindbergh afirma que o caso apresenta indícios de uma “arquitetura transnacional” de movimentação de recursos.

O deputado também citou o nome de Eduardo Bolsonaro, apontado em reportagens como possível articulador ligado ao financiamento do filme. Outro nome mencionado foi o do empresário Daniel Vorcaro, associado ao Banco Master.

Entre os pedidos feitos à PF e à Interpol estão:

  • rastreamento de recursos internacionais;
  • identificação de investidores;
  • preservação de contratos e registros financeiros;
  • compartilhamento de informações entre autoridades estrangeiras;
  • investigação sobre possíveis mecanismos de ocultação de patrimônio.

Lindbergh também solicitou análise da ferramenta internacional “Silver Notice”, usada para rastrear ativos e movimentações financeiras em diferentes países.

O episódio rapidamente ganhou repercussão política e reacendeu críticas sobre o foco da oposição governista. Adversários do deputado afirmam que o parlamentar estaria mais empenhado em perseguir adversários políticos do que em discutir pautas urgentes para a população.

Nas redes sociais, comentários irônicos dominaram o debate:
“Daqui a pouco Lindbergh vai pedir investigação da Netflix, da Amazon e do Oscar”, escreveu um internauta.
Outro comentou: “O homem acorda pensando em Bolsonaro e dorme pensando em Bolsonaro.”

A produção Dark Horse já vinha cercada de polêmicas desde o anúncio do ator americano Jim Caviezel — conhecido pelo filme A Paixão de Cristo — como intérprete de Bolsonaro. Agora, com o pedido envolvendo organismos internacionais, o caso ganhou contornos ainda mais políticos.

Enquanto isso, aliados do ex-presidente classificam a ofensiva como “tentativa de intimidação” e acusam setores da esquerda de tentarem transformar produções audiovisuais em alvo de disputas ideológicas.

O episódio reforça um cenário cada vez mais polarizado na política brasileira, onde até produções cinematográficas acabam se transformando em campo de batalha partidário.

E no ritmo em que as coisas caminham em Brasília, muitos já brincam que basta surgir qualquer novo projeto ligado a Bolsonaro para que uma nova representação de Lindbergh apareça poucas horas depois.

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