Lula chama ex-ministros da Saúde de Bolsonaro de “mequetrefes” e exalta gestão de Padilha

Lula chama ex-ministros da Saúde de Bolsonaro de “mequetrefes” e exalta gestão de Padilha

Presidente fez a declaração durante a sanção de uma lei que cria estratégia para ampliar a produção nacional de medicamentos, vacinas e tecnologias em saúde

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o governo de Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (20), durante cerimônia no Palácio do Planalto. Ao comentar os avanços que atribui à atual gestão na área da saúde, o presidente atacou os ministros que comandaram o Ministério da Saúde durante o governo anterior e os classificou como “mequetrefes”.

A declaração ocorreu durante a cerimônia de sanção do projeto que institui a Estratégia Nacional de Saúde do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (ENSCEIS). Ao elogiar o trabalho do ministro Alexandre Padilha, Lula fez uma comparação direta com a gestão Bolsonaro.

“Vendo você falar e vendo três ministros mequetrefes que o governo passado teve, eu vou dizer: esse país fez uma revolução”, afirmou o presidente.

Durante o governo Bolsonaro, o Ministério da Saúde foi comandado por Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich, Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga. A pasta atravessou diferentes momentos da pandemia de covid-19 e mudanças na condução das políticas públicas de saúde.

Lula diz que vive “melhor momento” na área da saúde

Em seu discurso, Lula afirmou que considera estar vivendo um de seus melhores momentos ao tratar de políticas públicas voltadas à saúde. O presidente, porém, reconheceu que ainda existem problemas e desafios a serem enfrentados.

“Sei que ainda tem muita coisa a fazer. Sei que devemos muito”, declarou.

Lula também agradeceu ao Congresso Nacional pela aprovação da proposta que deu origem à nova estratégia. Segundo o presidente, a participação da Câmara dos Deputados e do Senado foi fundamental para a aprovação da medida.

Ao defender a importância da política pública, Lula afirmou que discutir o futuro do país passa necessariamente pela melhoria da qualidade de vida da população.

“Nada mais sagrado para falar de futuro do que garantir que as pessoas vão viver mais”, disse.

Estratégia busca ampliar produção nacional

A ENSCEIS foi apresentada pelo governo como uma política para fortalecer a capacidade produtiva e tecnológica do Brasil na área da saúde. A iniciativa pretende estimular a produção nacional de medicamentos, vacinas, equipamentos e outros insumos considerados estratégicos.

A proposta também busca reduzir a dependência do país em relação a fornecedores estrangeiros e ampliar a autonomia brasileira em setores considerados essenciais para o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

A cerimônia ocorreu em meio ao debate sobre a necessidade de ampliar a produção nacional de tecnologias e insumos médicos. Para o governo, o fortalecimento do chamado complexo econômico-industrial da saúde pode combinar políticas de saúde pública, desenvolvimento tecnológico e geração de empregos.

Discurso também teve tom político

A crítica aos ex-ministros de Bolsonaro reforçou o tom político da cerimônia. Em ano de eleições, Lula voltou a estabelecer uma comparação entre sua administração e o governo anterior, especialmente em uma área sensível para a população como a saúde.

Ao elogiar Padilha e atacar antigos integrantes da equipe de Bolsonaro, o presidente apresentou a nova política como parte de um projeto de reconstrução e fortalecimento da saúde pública brasileira.

A fala também ocorre em um momento em que Lula intensifica seus discursos sobre os resultados de seu governo e sobre as diferenças entre sua gestão e a administração anterior, enquanto o cenário político começa a ser influenciado pela disputa eleitoral de 2026.

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